quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Coluna Zeca Ao Volante - Renault Kwid chega com moral e querendo o cinturão dos mais vendidos

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Eis que chego em casa e vejo na vaga do vizinho um Kwid e penso, nossa  que cara de coragem primeiro pensando nos resultados do crash test do kwid indiano, que claro não é o mesmo em se tratando de segurança do modelo brasileiro, assim promete a Renault .

O modelo Indiano contava apenas com uma bolsa, não contava com abs  e Renault diz que o Kwid brasileiro usa 70% de aço e 30% de aço reforçado na estrutura fazendo nosso Suv Sub compacto nacional de entrada receber 120 kg a mais

Prefiro esperar os testes do Latin Ncap para voltar a falar sobre este assunto pois, Renault divulgou reforços na estrutura e quatro air-bags. Passada a surpresa confesso que a cor de lançamento é chamativa e o carro aguça à curiosidade.

Então, lá vou eu fuçar o carro do vizinho sem o mínimo de vergonha.  Como é uma vila,  ele aparece e se inicia o  bate-bapo sobre o carro e começo  a escutar algumas impressões e como ele sabe que escrevo sobre automóveis várias perguntas  sobre a opção dele até que a frase mágica surge..-”Zeca você não quer dirigir ele um pouco pra me dizer o que acha ?”

Nem precisa responder né meus amigos leitores, esse aqui já entra no carro e começa e mexer em tudo, lembrando que o carro é um Kwid versão ZEN, a intermediária. O uso do meu vizinho é 99% urbano, viajando uma vez por mês para uma cidade a mais ou menos 100 km de distância sendo que apenas  70km são de estrada.

O carro veio com dois problemas, um o dono descobriu e outro eu descobri de uma maneira assim meio assustadora.   A renault resolveu rapidamente os dois. O primeiro era no comando de seta que ao acionar a seta para a direita o farol direito e tão somente este acendia, solução : troca do conjunto.

O segundo te convido a seguir lendo pois no teste dinâmico que ele se apresentou. O gancho de venda do Kwid é Suv subcompacto de entrada e do less is more com preço atrativo.

As dimensões do kwid podem nos surpreender em dois sentidos, primeiro que ele parece bem maior por fora do que é por dentro, achei o carro lateralmente apertado, 5 no banco traseiro acho pouco provável para não dizer impossível até porque se resolver se apertar lá atrás até conseguem porém não é muito confortável. Ele é estreito mas tem uma mala surpreendente de 290 litros , o meu Fiat Argo possui 300 litros .




As soluções de espaço da Renault estão de parabéns !

Outra surpresa do Kwid  com 18 cms do solo é  mais alto ou tão quanto que alguns “Suvs de padaria ou da aventura de levar filhos no colégio”

Mais baixo que ele por pouco o Honda Hrv que tem 17,7 cm  e quase a mesma distância do solo que seu parente de Marca,  Sandero Stepway que possui 18,5 cm.  Mas não ache que você pode colocá-lo em trilhas ou estradas mais rudes , sua casa é o asfalto e ponto final.

A altura te salvará de alguns buracos , valetas ou quebra molas . Por essa altura do solo e ângulo de ataque e de saída recebeu o selo de Suv pelo Inmetro.





A chave do Kwid é bem elegante e desperta a inveja e IRA dos donos de outros carros da marca. A internet está cheia de reclamações de donos de carros de mais de 100 mil da marca que ou carregam uma chave presencial dos anos 2000 ou uma chave comum dos anos 80.

Uma coisa posso dizer sobre a versão ZEN, se você puder compre a INTENSE ,mais completa que vai te tratar melhor e acredito que até na revenda vá bem melhor..

No interior desta versão falta até relogio, marcadores e outros itens de conforto, aliás muito plástico nos evidencia o que já sabemos , não há mágica , nada de almoço grátis, principalmente na versão ZEN.







Porém  quase consegue pois os materiais são de boa qualidade , não observei rebarbas nem encaixes mal feitos, é um Renault e como todos Renaults eu rotulo como carros honestos, não te entrega a mais porém também não te cobra , por isso não vou julgar esse quesito com maior profundidade

É dada a partida no motor SCE (porém sem comando variável) três cilindros , vibração característica do motor a nivel normal vamos para o teste em movimento.

O ar gela bem, o banco apesar de não ter ajuste de altura me recebeu bem, tenho 1.73 e a posição ficou perfeita. Em uma área segura usada por auto-escola em meu bairro, fechada e vazia resolvo dar uma “esticada” rápida.

Primeira marcha acelero com vontade e jogo a segunda  e o pneu canta, sigo com pé embaixo no talo  canta na terceira, pronto acabou a “pista” vamos frear, ops cadê o freio ? 

Muito baixo o pedal , demora muito a frear , mas parou lentamente utilizando-se de uma grande área para a inércia.  Fiz o mesmo teste novamente e tudo igual. Parei o caro, abri o capo e nivel normal do óleo de freio.




Esse foi o segundo problema que a Renault precisou acertar nesta unidade , que foi resolvido com uma sangria no sistema o dono me revelou após eu pedir que se encaminhasse a uma concessionária com urgência.

Mas não me intimidei e ja sabendo do problema era só me antecipar nas frenagens resolvi pegar uma serrinha aqui do lado de casa,.

O comportamento do Suvzinho da Renault  é excelente nas curvas, pasmem com 18 cm do solo conseguir isso, o baixo peso e o câmbio casaram muito bem com esse motor, o carro é muito esperto mesmo, me surpreendeu positivamente, imagino o que não seria este carro com o comando variável ou com um motor 1.6. 

 O peso aliás pouco menos de 800 kg influencia muito, adorei guiar mesmo com freios fora da especificação no momento do teste. 

Só me faltou testar os freios agora ja reparados numa frenagem de 100 km até a inércia.
  O comportamento dinâmico dele me deixou com largo sorriso no rosto,convidando a acelerar e  me lembrando o do fiat 500 que eu vendi há pouco tempo.



A média na cidade com gasolina foi de 13 km com ar ligado o tempo todo , também muito bom .
Em viagens longas o tanque merece atenção pois é pequeno volumetricamente, recebendo 38 litros.    Mas como disse o carro é “urbanoide “.

Agradeço ao meu vizinho André pelo empréstimo e ao Marcus Lauria pelas belas fotos.
E sigo aqui,
Ao Volante
Zeca


ZECA - Carioca da gema, casado e nascido em 70. Uma filha quase jornalista e apaixonado por automóveis,  tecnologia e pelos anos 80.
** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do CarPOint News.
 

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