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O óleo do câmbio ainda é um tema cercado de dúvidas para grande parte dos motoristas. Diferente do lubrificante do motor, cuja troca faz parte da rotina de manutenção e tem prazos bem definidos, o fluido de transmissão costuma aparecer nos manuais de forma menos clara.
Enquanto algumas montadoras especificam inspeções e intervalos de substituição, outras não trazem a recomendação de maneira objetiva, o que ajuda a perpetuar a ideia de que esse óleo seria “vitalício”. Na prática, essa interpretação gera descuidos que podem comprometer o desempenho do veículo e resultar em reparos de alto custo.
Segundo Wellington Santos, Técnico em Implantação de Tecnologia da Castrol, o uso urbano severo traz consigo fatores que aceleram o desgaste do óleo, que pode perder aditivos, oxidar e deixar de oferecer a lubrificação e o controle de atrito necessários para um câmbio funcionar de forma suave e eficiente. A consequência são trancos ao engatar, patinação nas arrancadas, ruídos em aceleração e até superaquecimento do sistema.
“O termo vitalício não significa ‘nunca trocar’. Significa que, dentro de um cenário ideal, o fluido atenderia à vida projetada da transmissão. Como o uso real raramente é o ideal, inspeções e trocas preventivas são a melhor proteção contra desgaste e reparos caros”, afirma.
Recomendações e como identificar problemas
De acordo com o especialista da Castrol, a primeira fonte de orientação deve ser sempre o manual do proprietário. Nele, as montadoras deixam claro quando inspecionar o fluido, em que condições o prazo pode ser encurtado e qual especificação usar na substituição. A partir daí, a escolha do produto correto faz a diferença para manter o carro em pleno funcionamento, prolongando a vida útil do conjunto e evitando dores de cabeça futuras.
Fabricantes de veículos e de transmissões publicam planos de manutenção que preveem checagens regulares do estado do fluido. Em transmissões CVT e de dupla embreagem (DCT), os requisitos são ainda mais específicos, o que torna a compatibilidade do fluido um ponto crítico.
Além da checagem visual (cor, odor, presença de partículas), sintomas como demora para engatar, vibrações em velocidade constante e perda de rendimento pedem avaliação imediata. Porém, Wellington Santos lembra que a decisão sobre trocar ou não o fluido não deve se basear apenas em aparência. Há casos em que o material mantém coloração aceitável, mas já perdeu propriedades fundamentais, como controle de atrito e resistência térmica.
“Cada projeto de câmbio, seja ele automático convencional, CVT ou DCT, demanda química e aditivação sob medida. Fluido errado pode até funcionar por um tempo, mas altera o comportamento de troca e acelera o desgaste. O barato sai caro”, explica o executivo da Castrol.
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Atenção ao pós-serviço
No pós-serviço, vale observar se houve melhora na suavidade das trocas, redução de ruídos e comportamento mais consistente em frio e calor. Esses são indícios de que o fluido restaurou o controle de atrito e a proteção contra desgaste, fundamentais para manter desempenho e consumo dentro do esperado.
Fonte: Assessoria de Imprensa - Grupo Trama Reputale

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