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Silencioso, responsivo e sem emissões pelo escapamento, o carro elétrico reúne características que podem ser favoráveis ao trânsito urbano. A compra, porém, não deve ser baseada apenas na tecnologia ou na expectativa de economia. Para descobrir se o veículo faz sentido, é necessário avaliar como, quanto e onde ele será utilizado.
Em grandes cidades, trajetos diários previsíveis podem facilitar a adoção. Quem percorre distâncias compatíveis com a autonomia do automóvel e consegue carregá-lo em casa ou no trabalho tende a depender menos da infraestrutura pública. Já para quem realiza viagens frequentes ou não possui um ponto regular de recarga, a rotina exige mais planejamento.
Quilometragem diária deve orientar a escolha
O primeiro passo é calcular a distância percorrida em uma semana comum. O levantamento deve incluir trabalho, estudos, compromissos familiares, lazer e deslocamentos inesperados.
A autonomia divulgada pelo fabricante serve como referência, mas pode variar conforme trânsito, velocidade, relevo, temperatura, quantidade de passageiros, uso do ar-condicionado e maneira de dirigir.
O Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular do Inmetro reúne dados padronizados sobre eficiência, consumo energético e autonomia elétrica dos modelos comercializados no país. A consulta permite comparar veículos avaliados sob critérios equivalentes.



















