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quinta-feira, 3 de setembro de 2026

Carros elétricos exigem adaptações em elevadores, oficinas e até nas garagens

 

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A chegada de mais carros elétricos às ruas começa a provocar mudanças que vão além do próprio veículo. Oficinas precisam se preparar para novas rotinas de manutenção, enquanto garagens passam a considerar não apenas o espaço disponível para estacionar, mas também a infraestrutura necessária para a recarga.

Entre as soluções que acompanham esse movimento estão equipamentos já conhecidos do setor automotivo, mas que ganham novas aplicações diante da eletrificação. Elevadores precisam estar preparados para receber esses veículos e permitir serviços específicos, enquanto duplicadores de vagas podem compartilhar espaço com sistemas de carregamento.

A Emaster, fabricante brasileira de equipamentos automotivos, apresentou algumas dessas possibilidades durante sua participação no Festival Interlagos 2026, realizado em São Paulo.

A eletrificação muda o veículo, mas ele continua precisando de manutenção, de equipamentos adequados para o trabalho da oficina e de um local para ser estacionado e carregado. Nossos elevadores podem atender os carros elétricos normalmente e, nos duplicadores, é possível prever a recarga utilizando cabos mais longos para alcançar os veículos nas diferentes posições”, explica Flavio Fornasier, CEO da Emaster.

Carro elétrico também precisa subir no elevador

segunda-feira, 8 de junho de 2026

Carros elétricos aceleram nova corrida por infraestrutura energética no Brasil

 

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O avanço dos veículos elétricos no Brasil começa a provocar uma transformação silenciosa, mas profunda, no setor energético nacional. O crescimento acelerado da frota eletrificada já impulsiona uma nova demanda por infraestrutura de recarga, aumento do consumo de energia e expansão de soluções ligadas à geração distribuída e eletromobilidade.

Dados da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE) mostram que o mercado de veículos eletrificados registrou crescimento de 26% em 2025, consolidando uma curva de expansão muito acima da observada no setor automotivo tradicional. Ao mesmo tempo, a rede de recarga pública e semipública ultrapassou a marca de 21 mil pontos no país, com forte avanço dos carregadores rápidos.

Apesar da expansão, especialistas do setor avaliam que a infraestrutura ainda cresce em ritmo inferior ao da demanda.

Para o diretor da Coesa Energia, Luís Fernando Roquette, o país começa a enfrentar um novo desafio energético associado diretamente à eletrificação da mobilidade.

“Hoje, o carro elétrico não representa apenas uma mudança no setor automotivo. Ele cria uma nova demanda permanente por energia. Isso impacta consumo, infraestrutura, logística e o próprio planejamento energético do país”, afirma.

Segundo Roquette, a principal preocupação do setor já não está mais na adesão aos veículos elétricos, mas na capacidade estrutural de suportar o crescimento da frota.

“O gargalo começa a deixar de ser o carro e passa a ser a infraestrutura de carregamento. O Brasil está avançando rapidamente na venda de veículos elétricos, mas ainda está muito aquém da estrutura necessária para atender essa expansão”, diz.

segunda-feira, 4 de maio de 2026

Carros elétricos: especialista revela o que é mito e o que é verdade sobre segurança

 

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Com o avanço da eletrificação automotiva, cresce também a circulação de desinformações sobre os carros elétricos, especialmente quando o assunto é segurança. De incêndios a riscos em dias de chuva, o especialista Jones Poffo, engenheiro eletricista e CEO da P3 Engenharia, aponta que boa parte das preocupações mais comuns não se sustenta diante de dados e tecnologias atuais.

Um dos mitos mais recorrentes é o de que carros elétricos pegam fogo com mais facilidade do que os modelos a combustão. No entanto, estudos indicam que o risco pode ser significativamente menor. Um estudo do site americano Auto Insurance REZA indica que a chance de incêndio em veículos movidos a gasolina é até 60 vezes maior do que em modelos elétricos.

Conforme Jones, isso se explica, principalmente, pela natureza dos combustíveis fósseis, que são altamente inflamáveis. Já os veículos elétricos utilizam baterias de íon-lítio com sistemas de segurança integrados, como controle térmico, sensores de monitoramento e desligamento automático em casos de colisões graves.

Para Poffo, a percepção de risco está muito mais ligada à falta de informação do que à realidade técnica. “Os carros elétricos são projetados com múltiplas camadas de segurança justamente para evitar situações críticas. Existe um nível de controle e monitoramento muito mais sofisticado do que nos veículos tradicionais”, afirma.

Outro ponto frequentemente levantado é o risco de explosões durante o carregamento. No entanto, segundo o engenheiro, as estações de recarga e os próprios veículos contam com sistemas de proteção contra sobrecargas e superaquecimento. A eletricidade passa por diferentes camadas de segurança antes de chegar à bateria, que também possui controle térmico constante.

terça-feira, 30 de dezembro de 2025

Mesmo com mais carros elétricos, poluição no trânsito brasileiro aumenta 8% em uma década

 

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O aumento da presença de veículos elétricos nas ruas brasileiras poderia sugerir um futuro mais limpo, mas os números mostram outra realidade. Após mais de uma década sem atualização, o Inventário Nacional de Emissões Atmosféricas por Veículos Automotores Rodoviários revelou que as emissões de dióxido de carbono cresceram cerca de 8% desde 2012. O dado contraria a percepção de que a eletrificação da frota já estaria reduzindo de forma relevante a poluição urbana e expõe um problema estrutural: o volume cada vez maior de veículos em circulação no país. 

Segundo o relatório, os automóveis, individualmente, estão de fato emitindo menos, seja pela eletrificação, seja pelas regras mais rígidas do Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores (Proconve). No entanto, o efeito positivo é anulado pelo aumento expressivo da frota, hoje em torno de 71 milhões de veículos. Em outras palavras, mesmo com motores mais limpos, há simplesmente muitos mais carros ocupando as ruas, o que mantém a poluição em alta. “Veículos mais novos e híbridos refletem não só a preferência do consumidor, mas também a pressão por eficiência e sustentabilidade nas operações das plataformas”, afirma, afirma Vinícius Guahy, coordenador de conteúdo e comunidade da Gaudium. 

O levantamento também aponta um fator pouco discutido, mas que começa a ganhar protagonismo nos debates ambientais: o desgaste de pneus e o uso dos freios. Com limites mais rígidos para emissões vindas do escapamento, essas duas fontes passaram a responder por 50% dos poluentes emitidos por veículos. A tendência é global: estudos internacionais já alertam que, à medida que os motores ficam mais eficientes, partículas liberadas pelo atrito dos pneus se tornam um dos principais agentes de contaminação do ar. 

Diante desse cenário, o governo federal sinaliza uma mudança de rota nas políticas públicas. Representantes dos Ministérios dos Transportes e do Meio Ambiente defendem que é preciso “transcender a eficiência do motor” e adotar uma estratégia mais ampla, que envolva melhorias logísticas, incentivo a biocombustíveis e uma eletrificação planejada, não apenas guiada pelo mercado, mas integrada a metas de mobilidade e sustentabilidade. 

segunda-feira, 11 de agosto de 2025

BloombergNEF: Carros elétricos podem dominar as estradas brasileiras apesar do avanço dos biocombustíveis

 

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Por Rafael Rabioglio, Vinicius Nunes e Giulia Lopes
 
O Brasil elevou a obrigatoriedade de mistura de etanol à gasolina para o maior nível da história. A medida faz parte de esforços contínuos do governo para fortalecer o uso de biocombustíveis no setor de transportes do país. Embora os motores de combustão interna movidos a biocombustível ainda dominem o mercado automotivo brasileiro atualmente, o futuro da mobilidade no Brasil provavelmente será elétrico a bateria. 

A chamada “Lei do Combustível do Futuro” — formalmente conhecida como Lei nº 14.993/2024 — representa o esforço do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para tornar os biocombustíveis parte central da estratégia de descarbonização do Brasil. Pela nova regra, que entrou em vigor em 1º de agosto, o etanol deve representar 30% da composição da gasolina comum vendida no mercado, ante os 27% anteriores.

A mudança no mandato de mistura pode aumentar a demanda por etanol em 1,6 bilhão de litros (423 milhões de galões) em 2026. A legislação também prevê um possível aumento do mandato para 35%, condicionado à validação de sua viabilidade técnica. E, além da mistura de etanol à gasolina, a lei estabelece um marco para o aumento do uso de biodiesel, combustível sustentável de aviação (SAF, na sigla em inglês) e biometano no país. 

A indústria de etanol no Brasil é grande e sofisticada. A expansão da frota de veículos de passeio flex, combinada com mandatos elevados de mistura de etanol, tem impulsionado o consumo do biocombustível e moldado a política energética do país ao longo dos anos. 

segunda-feira, 9 de junho de 2025

Carros elétricos que recarregam em 5 minutos projetam um “futuro silencioso” para o setor automotivo

 

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O número de veículos híbridos e elétricos têm aumentado pelo País, com recordes de vendas registrados em 2024. segundo o estudo "Jornada de Compra de Veículos Eletrificados no Brasil", elaborado pela Dados X para a Abeifa, o país deve ter um crescimento ainda mais acelerado neste segmento a partir do final de 2026 e início de 2027, superando 1 milhão de eletrificados, e a tendência é que o mercado de EVs siga crescendo até 2030. 

Com estes dados promissores, as empresas do setor estão de olho não só nas vendas, mas nas necessidade de avanço  em termos de infraestrutura e segurança no carregamento na mesma velocidade, a fim de ofertar o melhor custo-benefício e pós-vendas aos usuários. Isso porque, em países desenvolvidos como a China, este futuro já se faz presente. O Salão de Xangai 2025, que aconteceu de 23 de abril a 2 de maio, reafirmou a liderança chinesa no desenvolvimento e produção de veículos elétricos, com lançamentos de modelos de alta tecnologia e sistemas de carregamento rápido. 

"A metrópole de Xangai, que é maior que São Paulo, torna-se um verdadeiro vislumbre do futuro, onde o silêncio predomina devido à presença massiva de carros elétricos", relata Thiago Castilha - diretor da empresa de carregadores E-Wolf. O especialista descreve a experiência como uma ‘viagem para o futuro silencioso’, com a poluição sonora e a fumaça visivelmente reduzidas. "Tal cenário destaca a inovação tecnológica, onde não só os híbridos e elétricos têm espaço, mas os anfíbios (que se locomovem tanto na terra quanto na água), o que representa um grande passo para o futuro", afirma. 

Brasil vs. China: caminhos diferentes, mesmo destino

Enquanto a China opera um ecossistema completo, amparado por incentivos estatais, políticas fiscais favoráveis e ampla rede de recarga, o Brasil ainda dá os primeiros passos, com adoções pontuais, principalmente em centros urbanos. Contudo, o crescimento nas vendas e o interesse de empresas do setor indicam um futuro promissor.

terça-feira, 26 de novembro de 2024

Carros elétricos: qual é o futuro no Brasil?

 

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Por Stela Kos, Director Latin America Mobility da TÜV Rheinland


No final de 2022, a União Europeia estabeleceu o acordo “Fit For 55”, com o objetivo de encerrar as vendas de carros novos emissores de CO2 na Europa até 2035. O anúncio fez com que várias montadoras globais se comprometessem com eletrificação de suas frotas – apontando um futuro promissor para as novas tecnologias. 


O problema é que, mais de um ano depois, o ritmo de adoção de veículos elétricos pelos consumidores não caminha como o esperado em nível global, e no Brasil – embora os números de eletrificados impressionem – a parcela de elétricos não chega a 25%.


Somando-se a isso, as políticas ambientais e os compromissos firmados por várias nações, incluindo o Brasil, para reduzir as emissões de carbono estão pressionando o mercado automobilístico a encontrar soluções mais sustentáveis.


No entanto, a transição para veículos totalmente elétricos enfrenta barreiras significativas no país, como a falta de infraestrutura de recarga e a volatilidade nos preços dos combustíveis fósseis, que ainda influenciam as decisões dos consumidores.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2023

Benefícios ambientais e financeiros: carros elétricos batem recorde em 2022

 

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 Em 2022, foram vendidos 49.245 veículos elétricos no Brasil, número 41% superior ao de 2021. O mês de dezembro de 2022 registrou o emplacamento de mais de 5.500 carros elétricos, marcando também o segundo melhor mês do segmento desde 2012. Este é o quinto ano seguido de crescimento da frota, que já conta com 126.504 veículos, incluindo automóveis e comerciais leves híbridos (HEV), híbridos plug-in (PHEV) e totalmente elétricos (BEV). Os dados são da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE).

Mais que uma tendência, a mudança de comportamento do consumidor para veículos de baixa emissão de poluentes traz vantagens financeiras e ambientais. Segundo o engenheiro eletricista Luciano Carstens, gerente de Eletrônica do centro de pesquisa e tecnologia Lactec, a eletromobilidade é também uma forma de conceber cidades mais inteligentes e com mais qualidade de vida para seus cidadãos. "O aumento nos preços dos combustíveis acabou impulsionando a adoção dos veículos elétricos, mas trouxe também críticas de que a geração de energia na Alemanha, por exemplo, feita em usinas termelétricas, significaria que as vantagens da eletromobilidade seriam falácias. Mesmo que toda a energia necessária para recarregar os novos veículos elétricos fosse produzida em termelétricas, o que não é verdade, os ganhos econômicos e socioambientais ainda seriam enormes", defende.

De acordo com ele, esses ganhos são ainda mais expressivos quando considerada a realidade brasileira. "Segundo a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), cerca de 85% da nossa matriz elétrica é oriunda de fontes renováveis de energia, então podemos concluir o quão vantajosa e estratégica é a adoção dos carros elétricos", pontua.

sexta-feira, 18 de novembro de 2022

Por que os carros elétricos são a bola da vez no mercado automotivo (e tecnológico)

 

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Por Edinaldo Rodrigues * 

Entre todas as invenções já criadas pelo ser humano, poucas foram tão impactantes quanto o automóvel. Por meio dele houve uma verdadeira revolução que mudou para sempre a forma como as pessoas se locomovem e se interagem socialmente. A questão é que, após um século de evolução e mudanças, o setor automotivo precisa dar um passo adiante e continuar inovando – o que faz com que os veículos elétricos despontem com destaque na estratégia de montadoras e na preferência dos motoristas. 

Um levantamento da consultoria McKinsey indica que praticamente dois a cada três brasileiros (64%) veem com bons olhos ter um carro com energia limpa. Não bastasse isso, uma análise da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE) mostra que foram quase 3,4 mil emplacamentos de automóveis totalmente elétricos no primeiro semestre de 2022, 19% a mais do que o total de 2021. Mas quais motivos colocam essa modalidade com destaque em todo o setor? Confira os principais: 

1 – Conformidade com princípios ESG 

Quando se fala em carros elétricos, é evidente que a questão ambiental aparece como o principal fator de popularização e aceitação. Afinal, são veículos que trocam o consumo de combustível fóssil, que lança dióxido de carbono na atmosfera, pela energia elétrica. Porém, trata-se da sustentabilidade como um todo de acordo com os princípios ESG de desenvolvimento social, respeito às normas e proteção ao meio ambiente. É um tema em alta para empresas e investidores atualmente.  

quinta-feira, 3 de novembro de 2022

Por que os carros elétricos são a bola da vez no mercado automotivo (e tecnológico)

 

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 Por Edinaldo Rodrigues*

Entre todas as invenções já criadas pelo ser humano, poucas foram tão impactantes quanto o automóvel. Por meio dele houve uma verdadeira revolução que mudou para sempre a forma como as pessoas se locomovem e se interagem socialmente. A questão é que, após um século de evolução e mudanças, o setor automotivo precisa dar um passo adiante e continuar inovando – o que faz com que os veículos elétricos despontem com destaque na estratégia de montadoras e na preferência dos motoristas.

Um levantamento da consultoria McKinsey indica que praticamente dois a cada três brasileiros (64%) veem com bons olhos ter um carro com energia limpa. Não bastasse isso, uma análise da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE) mostra que foram quase 3,4 mil emplacamentos de automóveis totalmente elétricos no primeiro semestre de 2022, 19% a mais do que o total de 2021. Mas quais motivos colocam essa modalidade com destaque em todo o setor? Confira os principais:

1 – Conformidade com princípios ESG

Quando se fala em carros elétricos, é evidente que a questão ambiental aparece como o principal fator de popularização e aceitação. Afinal, são veículos que trocam o consumo de combustível fóssil, que lança dióxido de carbono na atmosfera, pela energia elétrica. Porém, trata-se da sustentabilidade como um todo de acordo com os princípios ESG de desenvolvimento social, respeito às normas e proteção ao meio ambiente. É um tema em alta para empresas e investidores atualmente.

terça-feira, 25 de outubro de 2022

Carros elétricos precisam superar desafios para serem mais verdes

 

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 *Por Alexandre Ribas

A expansão de carros elétricos em circulação é cada vez maior. Segundo o portal Statista, estima-se que em 2021 as vendas somaram 6,7 milhões de unidades em todo o mundo. Além disso, a Associação Brasileira de Veículos Elétricos (ABVE) aponta que, em julho deste ano, a frota brasileira atingiu a marca histórica de 100 mil veículos. No entanto, embora a solução para a descarbonização pareça lógica, nem tudo é o que parece. O uso de carros elétricos pode não ser tão sustentável e ainda enfrentar barreiras econômicas.

Apesar da China, que lidera o setor, investir em fontes mais limpas de energia — o que a coloca, por exemplo, entre as maiores produtoras de energia eólica, com 28,3% da capacidade instalada do mundo, segundo o Global Wind Energy Council (CWEC) —, a dependência da queima do carvão para gerar energia elétrica por lá é grande. Da mesma forma, o Brasil depende de usinas hidrelétricas, mas isso leva sua matriz a ser mais verde.

Veículos elétricos têm uma série de vantagens, como maiores eficiências, performance e aceleração. Mas hoje, em essência, refletem a matriz energética do país. A China, que liderou as paradas globais de vendas em 2021, com mais unidades do que o resto do mundo somado e quase cinco vezes mais que a Alemanha, que ficou em segundo lugar, ainda queima carvão para gerar eletricidade, obtenção que ainda é muito mais barata.

Para serem uma solução viável, carros elétricos têm que depender de uma matriz que proveem energia verde e mais econômica. Portanto, esse é o caminho. Hoje, não se pode estimular a frota eletrificada se não for incentivada em paralelo a produção de energia limpa. Energia precisa ter custo baixo. E quanto mais limpa, melhor. E abundante.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2022

Volvo Car Brasil lidera em vendas de carros elétricos no País

 

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 A Volvo Car Brasil, pioneira na eletrificação no país, lidera o ranking de carros elétricos com seu recém-lançado XC40 Recharge Pure Electric. O veículo, que chegou em setembro de 2021 ao Brasil, teve mais de 100 unidades emplacadas somente em janeiro deste ano, o dobro do segundo lugar no ranking.

“Ter o nosso primeiro lançamento elétrico liderando a venda de veículos elétricos no Brasil é nosso objetivo. Não são apenas números, para a Volvo Car Brasil o sucesso do XC40 Recharge Pure Electric indica que estamos no caminho certo para um futuro de mobilidade mais sustentável”, destaca o diretor geral de operações e inovação da Volvo Car Brasil, João Oliveira.

Desde dezembro do ano passado, a marca anunciou seu ambicioso plano de expansão da eletrificação, tornando a linha XC40 somente elétrica e anunciando a instalação de carregadores rápidos em estradas por todo o Brasil.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2021

Carros elétricos tiveram recorde de vendas em 2021, tendência deve continuar

 

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 De janeiro a outubro de 2021, foram vendidos 27.097 veículos elétricos no Brasil, número que deve chegar a 30 mil até o fechamento do ano. Trata-se de um recorde de vendas desse tipo de carro no país, um aumento de 74% em relação a 2020. Os dados são da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE).

Para Carlos Gabriel Bianchin, pesquisador especialista do centro de ciência e tecnologia Lactec, a subida nos números era prevista. “Mesmo em um ano pandêmico, o mercado estava trabalhando com expectativas mais positivas. É uma tendência que deve se repetir nos próximos anos, com forte possibilidade que em 2025 tenhamos um aumento ainda maior”, pontua.

Isso porque as montadoras vivem uma corrida para baratear os custos de produção desses veículos e tornar o seu preço mais competitivo. O investimento inicial em um carro elétrico com autonomia de 300 a 350 km se aproxima dos R$ 200 mil, enquanto um veículo movido a combustível fóssil com o mesmo rendimento pode custar a partir de R$ 40 mil. “O grande gargalo para o crescimento desse modal é o preço”, explica o pesquisador.

Brasil ainda carece de regularização e infraestrutura de recarga

terça-feira, 30 de novembro de 2021

Os carros elétricos vão acabar com os combustíveis fósseis?

 

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  *Por Rodrigo Aguiar, sócio-fundador da Elev

Apesar de os holofotes estarem voltados para a questão do aquecimento global e para os perigos que envolvem o clima, os combustíveis fósseis ainda estão longe de deixarem de ser utilizados. A declaração emitida no último dia 10 de novembro na COP-26 deixa uma mensagem clara: o mundo está se preparando para uma revolução no setor automobilístico. Porém, a segunda versão do rascunho para relatório final da reunião, atenuou a cobrança pelo fim de subsídios aos combustíveis fósseis, desde que os países que continuarem usando consigam deter parte do dióxido de carbono emitido. Isso significa que dificilmente apenas a chegada dos carros elétricos vai acabar com esse tipo de emissão. Entretanto, significam um grande avanço na redução.

Porém, em contraponto à evolução clara do setor no mundo, o Brasil não deixou uma posição esclarecedora sobre o assunto no evento, nem mesmo assinou o documento. Como um país, que é produtor de matéria-prima para a indústria da eletromobilidade, pode não ver esse passo como uma oportunidade?

É claro, que devemos destacar a decisão independente de nossas cidades, inclusive as mais conhecidas, São Paulo e Rio de Janeiro, de assinarem o documento. Esse passo não é uma fórmula vazia, mas o nosso país ainda precisa avançar na estruturação para o segmento. O sinal claro dessa mudança iminente está na empresa Lucid, que disparou na bolsa nas últimas semanas, superando até mesmo a tradicional Ford ou podemos falar também do sucesso da Rivian, se falar da famosa Tesla.

quinta-feira, 7 de outubro de 2021

Mesmo com crescimento nas vendas, condomínios ainda não tem estrutura para os carros elétricos

 

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 Os carros elétricos estão, a cada dia, ganhando o consumidor brasileiro e a previsão da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Elétricos (Anfavea) mostra que, até 2035, 62% da frota de veículos no país poderá ser de automóveis elétricos. Com isso, ao invés dos postos de combustíveis, o foco de abastecimento passa a ser por meio de um carregador instalado em casa, ou nos condomínios residenciais. Entretanto, o mercado já aponta que os prédios ainda não estão preparados para receber os pontos de carregamento.

De acordo com um estudo divulgado pelo Centro de Estudos da Metrópole (CEM), só na cidade de São Paulo, o número de prédios já ultrapassou o de casas, e a verticalização deve continuar crescendo nos próximos anos. Segundo Ricardo David, sócio fundador da Elev, empresa que oferece soluções para o ecossistema de mobilidade elétrica, o que poucos sabem é que é possível realizar as alterações necessárias no condomínio sem que haja muito gasto.

"Esse debate gera inúmeras dúvidas nos moradores, como quem pagará essa conta, se isso impacta no valor do condomínio e sobre as obras que precisam ser realizadas. Todos esses temas são problemas reais, mas é possível traçar um plano diretor com uma solução de fácil implantação de apenas algumas vagas com esse ponto de carregamento. E, conforme a administração do prédio vai sentindo necessidade, outros aparelhos podem ser instalados", explica.

quarta-feira, 17 de julho de 2019

Elétricos são viáveis no Brasil?


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 Em sintonia com a tendência mundial a evolução do transporte elétrico no Brasil pode ser dada como certa no contexto dos negócios relacionados à mobilidade, em toda a sua abrangência. Os sinais são evidentes no País pela presença - maior a cada ano - de produtos e soluções em veículos, eletropostos e subsegmentos eletrificados, como patinetes e bicicletas, além de iniciativas de startups e importadoras que só fazem aumentar com a eletromobilidade.

No quesito tecnologias, a eletrificação começa agora avançar para modais como a aviação. Não é de hoje que isso acontece. O programa SORA-e gerou o primeiro avião elétrico tripulado de dois lugares produzido na América Latina, que fez seu primeiro voo sobre São José dos Campos (SP) em 2015. Porém, atualmente grandes grupos do segmento anunciaram o início de atividades efetivas para o desenvolvimento de aeronaves elétricas tripuladas.

Possibilidades à parte é preciso considerar que a infraestrutura de recarga para a mobilidade terrestre está entre os desafios a que os veículos elétricos tenham seu uso intensificado no Brasil, na medida da necessidade de uma nação como a nossa, de dimensões continentais. A dificuldade é real, mas iniciativas como o Corredor Elétrico Sul, que estabelece condições de recarga entre Curitiba (PR) e Florianópolis (SC), já estão em prática com o objetivo da criação de uma malha de estações capaz de tornar viáveis as viagens em trechos de longos percursos intermunicipais e interestaduais.
 

quarta-feira, 22 de maio de 2019

Carros elétricos compartilhados podem gerar economia de até R$ 8 milhões


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  Brasília receberá um projeto pioneiro de compartilhamento de veículos elétricos a partir do segundo semestre deste ano. A Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e o Governo do Distrito Federal fecharam uma parceria que irá disponibilizar inicialmente 16 carros do modelo Twizy, da marca Renault, para serem usados por servidores distritais. Além disso, o projeto terá 35 eletropostos (pontos de recarga) que serão instalados nas ruas da capital do país e servirão para abastecer qualquer veículo elétrico, sem custos aos usuários. Isso tornará Brasília uma das cidades brasileiras com maior número de eletropostos. O Distrito Federal tem vantagens para o uso de carros elétricos, tais como o relevo predominantemente plano, o que reduz o consumo de bateria, a temperatura favorável e a tensão de 220 volts, dispensando adaptações para a instalação dos eletropostos. Além disso, a cidade apresenta o segundo pior tempo médio de espera por ônibus ou metrô no mundo: 28 minutos, o que revela a necessidade de melhorias na mobilidade urbana.

“A ABDI defende uma política de eletromobilidade como uma alternativa para o futuro das nossas cidades. Construímos um Laboratório Vivo em parceria com o Parque Tecnológico de Itaipu (PTI) e testamos as soluções que vamos implementar neste projeto em Brasília. A decisão de trazer para a capital do país esta proposta se deve também pela disposição do Governo do Distrito Federal que se prontificou a realizar esta parceria”, destacou Guto Ferreira, Presidente da ABDI. O governo distrital tem uma frota de 1.927 veículos próprios e 572 alugados que, apenas com manutenção e combustível, consomem R$ 16 milhões por ano. A previsão é que este custo caia expressivamente (aproximadamente R$ 8 milhões, a depender da adesão dos usuários e de testes a serem realizados). Com isso, o investimento de R$ 2,3 milhões da ABDI para a implantação do projeto, será rapidamente abatido.