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segunda-feira, 13 de março de 2023

Remoção de catalisador automotivo pode render multa; peça deve estar em dia

 

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Mesmo obrigatório em todos os carros a combustão vendidos no Brasil há décadas, o catalisador ainda é um componente pouco conhecido e, por isso, vira alvo de fake news. Desse modo, a Umicore, empresa especialista em tecnologias para redução de emissões de poluentes e uma das principais fabricantes de catalisadores automotivos do mundo, visa esclarecer algumas das principais dúvidas sobre o componente, que também é chamado de conversor catalítico. A peça, que fica no sistema de escape do veículo, é responsável por transformar os gases poluentes gerados durante a queima do combustível no motor em substâncias menos agressivas ao meio ambiente.

O catalisador consiste em uma cápsula que contém um substrato, cerâmico ou metálico, com elementos ativos que transformam gases nocivos em água, gás carbônico e nitrogênio. Ou seja, a peça é essencial para o controle de emissões de poluentes e sua retirada não interfere no aumento de potência do motor, por exemplo.

De acordo com Miguel Zoca, gerente sênior de Tecnologia aplicada da Umicore, os veículos produzidos a partir de 2014 possuem sondas de monitoramento do catalisador que retroalimentam o sistema de gerenciamento do motor com informações da combustão do combustível. “Por isso, a retirada do catalisador, além de afetar o desempenho do motor, uma vez que o sistema de combustão é calibrado e dependente do correto funcionamento da peça, não contribui para o aumento de potência do carro, pelo contrário", explica. “Lembrando que os automóveis produzidos a partir deste período devem seguir a fase L6 do Proconve (Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores)”.

O executivo aponta que esse mito vem de décadas atrás, quando os veículos tinham o carburador como sistema de combustão. "Naquela época, o catalisador, dependendo do modelo, poderia absorver poucos cavalos da potência do carro. Mas isso ficou no século passado", enfatiza Zoca.