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terça-feira, 14 de julho de 2020

Entrevista: José Carlos Pavone, Gerente executivo de Design da VW da América do Sul "O Nivus chegou para fazer história"


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 Com design inovador e novos conceitos de conectividade e streaming, o Nivus é o primeiro modelo a ser inteiramente desenvolvido no Brasil e chega para fazer história. José Carlos Pavone, Gerente executivo de Design da América do Sul, conta, em entrevista, sobre os processos de criação, a parceria com a engenharia e com a matriz alemã e destaca os destaques de design.

O que é design para você?

Design é muito mais do que aparência. É uma forma de entender o mundo. Uma forma de encontrar soluções para uma série de desafios. Só que, para isso, nós precisamos ouvir, observar, pesquisar, compreender, conceber e testar. E repetir tudo isso quantas vezes for preciso. Criar um automóvel é design puro. É lógica e criatividade juntos para tornar a vida das pessoas mais fácil e mais bonita. O Nivus é tudo isso traduzido em um carro.

De onde veio a inspiração para desenhar um carro cupê?

A ideia inicial foi fazer um carro completamente novo nessas dimensões. Segundo, a gente observa o crescimento do segmento de SUVs cupê. Internamente, nós tratamos como a democratização de um segmento, ou seja, trazer um tipo de carroceria para um segmento um pouco mais compacto.

Terceiro, eu diria que, quando desenvolvemos um carro novo, nós olhamos o portfólio com um todo. Juntamos várias áreas da empresa, como estratégia, engenharia, marketing e design, para identificar onde a gente poderia colocar um tipo de produto novo. Nós já temos hatchbacks, temos sedans, temos SUV e colocamos um cupê agora nesse line-up regional.

quarta-feira, 4 de abril de 2018

Entrevista com Paulo Gannam, inventor independente para o mercado automotivo


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Você é criativo, curioso e ama criar ideias diferentes para resolver tudo? Então você vai se identificar com a profissão de inventor independente. Venha conhecer as invenções inovadoras de Paulo Gannam, voltadas para o mercado automotivo, Saiba também os ônus e bônus do ofício de inventor no Brasil.

1) O que pretende oferecer para a sociedade?

Uma vida surpreendente, segura, confortável, ágil, saudável, divertida, e barata por meio de soluções capazes de atender suas necessidades, pondo fim a preocupações cotidianas e a antigos problemas.


2) O que você já criou?

Um protetor de unhas destinado a uma doença que acomete de 19% a 45% da população, e costuma começar na infância. Uma película que reveste as unhas de roedores de unhas (Onicofagia) de modo elegante e discreto. O protetor inibe um hábito autodestrutivo e ajuda o usuário a identificar quais pensamentos e emoções estão envolvidos na compulsão. Sem efeitos colaterais dos medicamentos, podendo ser usado por adultos e crianças, dependendo do material.

Já para aqueles que preservam bem as unhas, concebemos uma lixa para unhas três em uma com um formato inovador, cujas extremidades lembram as de uma espátula. Assim, você pode nivelar e dar brilho à superfície das unhas sem incomodar o tato e sem gerar esfoliações na pele que fica logo ao lado da cutícula, um problema bastante observado nas lixas que tem mais de duas funções no mercado.

3) Você tem alguma proposta para o setor automotivo?

Para o setor automotivo, a primeira criação é de um aparelho constituído de botões que se comunica com um aplicativo de trânsito. Esta junção resultou em um sistema sem precedentes que permite que motoristas e motociclistas enviem todo o tipo de mensagem uns aos outros, de modo seguro, ágil e com informações bem especificadas e objetivas, visando, entre outras coisas, à prevenção de acidentes e à formação de um clima amistoso e de cooperação no trânsito. Clicou no botãozinho, pronto: uma mensagem em áudio e-ou texto é enviada. Estas mensagens podem ser pré-gravadas ou não. E quanto mais os motoristas se condicionarem a usar o sistema, mais informações serão geradas. E direcionar a aquisição desse valioso volume de informações, conhecido como Big Data, é prioridade na indústria automotiva a fim de aumentar a segurança.

Aqui podem ser encontrados dois vídeos demonstrativos de uma das formas de fazer do produto:



A segunda invenção é de um conjunto de sensores que auxilia o motorista a fazer baliza e a evitar o choque dos pneus, das rodas e das calotas durante estacionamento e encostamento junto à calçada. Ele é de baixo custo, de fácil instalação, e infinitamente mais barato e eficiente que estes park assist tradicionais hoje disponíveis no mercado e presentes, notadamente, em veículos mais caros, encarecendo-os em cerca de R$ 6 mil reais. 

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Perguntas e respostas: Lucas di Grassi


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Lucas di Grassi mal teve tempo de comemorar a vitória na corrida inaugural da Fórmula E no último sábado (13) e já deixou a China rumo aos Estados Unidos. O brasileiro, que venceu a primeira corrida de carros elétricos chancelada pela FIA na história, troca o vermelho do macacão da Audi Sport ABT para o prateado da Audi Sport Team Joest para a disputa da quarta etapa do FIA WEC, o Campeonato Mundial de Endurance, no Circuito das Américas em Austin, no Texas.

Neste campeonato, o segundo lugar em Spa-Francorchamps e nas 24 Horas de Le Mans deixam o brasileiro e seu parceiro de condução Tom Kristensen na terceira posição no campeonato, com 54 pontos - 26 atrás dos líderes (Davidson/Buemi/Lapierre) e apenas seis atrás dos companheiros de equipe Lotterer/Tréluyer/Fässler.

Di Grassi respondeu algumas perguntas sobre a histórica vitória do primeiro e-Prix da Fórmula E e também falou sobre a expectativa de correr pela primeira vez no circuito norte-americano na volta aos protótipos depois das 24 Horas de Le Mans, que foram disputadas em junho.

Que significado tem para você o fato de ter vencido o primeiro e-Prix da história?
Significa muito para mim e entra na lista dos meus melhores momentos dentro da pista em toda minha carreira. Estive envolvido no desenvolvimento da Fórmula E desde o comecinho e me preparei intensamente para o fim de semana trabalhando nos últimos meses com a Audi Sport ABT. Todos estávamos ansiosos com a primeira corrida e o trabalho duro foi coroado com a vitória, e isso foi uma grande recompensa para todos no time.

Quais são os maiores desafios na Fórmula E?
Na Fórmula E nós temos apenas uma quantidade limitada de energia disponível que temos de gerenciar por toda a corrida. Embora eu esteja familiar com o conceito por guiar o Audi R18 e-tron quattro do regulamento deste ano do Mundial de Endurance, isso tem um significado ainda maior na Fórmula E. Além disso, o grid é muito forte, com mais de 10 pilotos que já tiveram experiência na Fórmula 1. Mais: corremos em circuitos de rua no meio das cidades e nossos treinos livres, classificação e corrida acontecem em questão de algumas horas, o que nos deixa pouco tempo para acostumar com o traçado. Então, como resultado, um trabalho de equipe perfeito e a eficiência na pilotagem e na condução de todas estas tarefas são particularmente importantes neste primeiro momento - e eu gosto disso.

O que você achou do clima, da atmosfera no evento inaugural da categoria?
Fiquei boquiaberto e aqui vai um elogio enorme aos organizadores. Montar uma pista e uma pequena cidade para os torcedores em uma metrópole como Pequim é um desafio gigantesco. Fiquei particularmente impressionado com o grande interesse dos fãs e da mídia. Como pilotos, fomos recebidos calorosamente por todas as pessoas e tivemos um final de semana fabuloso.

A festa foi até que horas?
Claro que comemoramos com todos os pilotos e membros das equipes no sábado à noite - nossa vitória, assim como o sucesso do primeiro evento da categoria. Mas não pude ficar muito tempo porque segunda-feira viajo direto de Pequim para os Estados Unidos, onde tenho a etapa do FIA WEC (Mundial de Endurance) com a Audi no próximo fim de semana. Estamos na luta pelo título e lá vou encontrar minha equipe e me juntar aos meus companheiros de equipe cheio de energia positiva.

Quais são suas expectativas para as 6 Horas de Austin?
É a primeira vez que vou disputar uma corrida neste circuito, e agora iniciamos a segunda metade da temporada do WEC na posição de ataque. Lideramos boa parte das 24 Horas de Le Mans e terminamos em segundo lugar, como aconteceu na corrida anterior em Spa. Ainda há mais cinco corridas na agenda e estamos separados dos nossos companheiros de equipe por apenas seis pontos. Tudo é possível neste ano. Estou ansioso para ver como será pilotar o Audi R18 e-tron quattro no Circuito das Américas. E todos os meus companheiros também estão.

Fonte: P1 Media Relations

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Entrevista - Dino Saulo, publicitário e ilustrador automotivo


Por Marcus Lauria

Fotos: Arquivo pessoal do entrevistado

Desta vez o CarPoint News entrevista um publicitário e ilustrador automotivo, a sua principal paixão atualmente. Aqui você vai poder conhecer um pouco dessa pessoa que é apaixonada por automóveis e fez disso um de seus negócios, fazendo caricaturas de carros de diversas marcas e com personalidade própria. Confira a entrevista abaixo e aproveite os descontos especiais para os leitores do site CarPoint News.

Nome completo: Dino Saulo Anholette
Idade: 34 anos
Formação: Publicidade e Marketing
Nacionalidade: mais brasileiro que italiano e acima de tudo Carioca
Profissão: Publicitário



CPN - Quando começou a desenhar automóveis?

DS - É difícil precisar, pois desde a infância o desenho sempre esteve presente. Inicialmente como um hobby e mais tarde como profissão. De fato, num trabalho escolar lá na 4ª série numa das aulas de arte tínhamos que criar um outdoor para um produto fictício. Fiz, gostei, fui premiado com nota máxima e percebi o quanto gostava da coisa. A semente estava em solo fértil. Com o passar do tempo e da minha caminhada como profissional vieram os recursos tecnológicos e os softwares de desenho. O deslumbramento tecnológico me afastou da produção analógica e manual por algum tempo, mas quando bateu a saudade comecei a dedicar o tempo livre que tinha para os pincéis, tintas e papéis. Produzia de tudo um pouco até que desenhei a primeira Ferrari em 2005 com um aerógrafo, daí não consegui parar. Sempre que abre uma brecha desenho no pc ou na prancheta.

CPN - Por que resolveu apostar nessa área de desenho automotivo?

DS - Acho que foi uma evolução natural da coisa. Sempre que nos apaixonamos por uma atividade os resultados vão agradando as pessoas em nossa volta e acabam surgindo as propostas e pedidos. Mas minha motivação vai além do interesse comercial. Poucos temas me emocionam do jeito que o design automotivo consegue. Quando estou desenhando, estou mais feliz. Além das aquarelas comecei a desenhar caricaturas de carros no pc e é muito divertido engrandecer determinadas características de um carro, descobrir seus segredos e personalidades. Pode parecer loucura para algumas pessoas, mas para nós que adoramos carros, sim eles têm personalidades próprias que extrapolam em muito o objeto.



CPN - Qual a média de pedidos de desenhos em seu site?

DS - Ainda não temos estatísticas seguras sobre a www.dinosaulo.com.br, pois a loja é muito nova e como todo site sempre leva um tempo para que o público tenha conhecimento, mas já temos vendas registradas e algumas sugestões para criação de novos desenhos, como por exemplo, nesse momento estamos desenhando três caricaturas padrão Volks Gol GTi 1992, Fiat Uno Punto T-jet 2010 e Peugeot 206 2009 e isso dá aquele gás. O termo padrão vem dos tipos de produtos que estamos experimentando e se refere às caricaturas de carros padrão de fábrica cujas caricaturas têm tiragens ilimitadas, já as caricaturas personalizadas são encomendas pedidas pelos proprietários de carros equipados e personalizados e a tiragem é limitada ao dono. E por falar em Loja, temos um presente especial para os leitores do CarPoint News: 20%* de desconto em todos os produtos via cupons de desconto. Para gozar desse desconto basta digitar a palavra carpointnews durante as páginas de fechamento de pedidos. Esse desconto pode chegar a 30% se a escolha de pagamento for via depósito ou transferência bancária. Aproveitem, pois os cupons são limitados e o prazo é até o dia 15 de julho de 2011.

CPN - Pretende expandir os negócios para outras áreas?

DS - Acreditamos que sim e temos algumas opções, mas só o tempo vai determinar quais são viáveis de experimentação. Em relação a novos produtos, nesse breve tempo de loja já incluímos as camisas. Antes entregávamos o self transfer em que o próprio cliente transferia o desenho impresso, mas alguns clientes pediram a camisa pronta. Umas das características fundamentais de uma loja virtual é a capacidade que nos dá para estreitar as relações com os nossos clientes e aperfeiçoar nossos serviços de acordo com as demandas. Por isso acreditamos que tenha espaço para fazer muitas coisas novas.



CPN - Qual a sua marca e modelo de automóvel preferido?

DS - Hehehe, é muito difícil responder. No campo dos desejos é claro que as Ferraris e Lambos estão no topo da lista, na parede do escritório, do estúdio e em algumas camisas que uso. No campo das saudades está o Fiat Uno Turbo i.e. que tive o prazer de guiar quando meu irmão tinha um. No campo do cotidiano real o Chevrolet Celta 2009 vermelho Ferrari e rodinhas tipo Lambo que me leva pra lá e pra cá.

CPN - Desde quando os automóveis fazem parte da sua vida?

DS - Sempre. Sou apaixonado mesmo e levo a sério à coisa não só com carros, mas com motos também. Gosto de lavar, encerar, cuidar. Adoro e acompanho automobilismo real e virtual, participo de corridas virtuais com alguns amigos, não o tanto de tempo que me faria sentir como um piloto, mas é diversão certa.


CPN - Qual foi o primeiro automóvel que você desenhou?

DS - De que o resultado me agradou, foi um Chevrolet Kadet durante uma aula do curso de desenho com a técnica de aguada de nankin sobre papel Shoeller Hammer, ficou parecendo uma foto em preto e branco. Ficou na galeria do curso e a foto que tinha perdi com uma HD queimada. Dá até saudades.

CPN - Você tem algum hobby, além de desenhar automóveis?

DS – Já deixei escapar numa pergunta acima: Automobilismo Virtual. É muito emocionante o grau de imersão que um simulador on line, um bom volante com force feedback e um punhado de bons amigos seguindo as regras proporcionam. E se o evento tiver transmissão ao vivo então, a coisa fica alucinante. Eu recomendo e se fosse médico prescreveria como tratamento, hehehe. Quem tiver mais interesse em conhecer o AV pode acessar o nosso fórum em www.simracersgroup.com

(*) Limitado a 1 cupom e dois produtos por leitor.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Entrevista – Empresa carioca de blindagem dá dicas e informações sobre o assunto


Por Marcus Lauria
Fotos: Divulgação

O entrevistado desta vez é o Julio Algodoal Neto, 40 anos casado, pai de três filhos, nascido em Bauru (SP), morador do Rio de Janeiro e atualmente é gerente comercial da Force One, empresa especializada em carros blindados, tanto na montagem como nas vendas de modelos novos e usados de todas as marcas. O Grupo tem grande experiência no setor de automóveis, começando em 1976 com a sua primeira Concessionária Fiat e passando a trabalhar também com diversas marcas como GM, Ford, Fiat, Honda Automóveis, Honda Motos, Suzuki Automóveis, Suzuki Motos e três administradoras de Consórcio. Atualmente o Grupo tem várias atividades, cuida da empresa INSCO (especializada em serviços de construção de gasodutos e oleodutos para a Petrobras), GREEN LIFE (especializada em Coleta de Lixo, fornecimento de Mão de obra , locação de máquinas e equipamentos pesados), SERV TEMP RENT A CAR (locadora de veículos blindados e não blindados criada a 1 ano conta hoje com 120 veículos), FORCE ONE BLINDADOS E VEÍCULO (a maior blindadora de veículos do Rio de Janeiro, fundada a 3 anos), além de dar assistência e gerenciar esse tipo de veículo. Veja abaixo as respostas para algumas das maiores dúvidas sobre blindagem de automóveis em respostas rápidas e bem explicativas.




CPN
- Como está o mercado de blindados no Brasil atualmente?

Julio Algodoal Neto - Está bastante aquecido, ainda mais com os últimos eventos de violência que aconteceram nos últimos meses. O mercado vem crescendo desde que começou no Brasil a quase 20 anos.


CPN - Que tipo de carro pode ser blindado?

Julio Algodoal Neto - Qualquer tipo de carro que tenha mais de 100hp e uma boa estrutura de lataria normal, que não seja de plástico. Quanto maior a potência, melhor é o desempenho do blindado.


CPN - Como é feita a blindagem de um carro?

Julio Algodoal Neto - Fazemos aplicando vidros blindados, que variam de 17mm a 21mm, mantas de kevlar (aramida) de 9 camadas e aço de 2,5 mm nas colunas, fazendo com que a blindagem não tenha muito peso e impacto sobre o carro e sempre com o cuidado de não deixar GAPS (falhas de proteção).



CPN - Quanto tempo é necessário para que a blindagem seja realizada?

Julio Algodoal Neto - em torno de 30 dias


CPN - Quais partes do carro recebem blindagem?

Julio Algodoal Neto - Todo o habitáculo do veículo leva blindagem. No caso dos sedans até a parte de trás do banco traseiro e nas Suvs até a porta traseira.


CPN - A blindagem afeta o desempenho do carro?

Julio Algodoal Neto - Afeta qualquer carro, mas principalmente os carros mais fracos, com pouca potência.





CPN - A blindagem exige manutenção?

Julio Algodoal Neto - Sim, normalmente faz-se uma revisão anual e autoclavagem ou substituição dos vidros quando necessário.


CPN - Quais os níveis de blindagens existentes em nosso País?

Julio Algodoal Neto - I, II, IIIA e III, mas a máxima permitida a todos é a nível IIIA, acima disso tem que conseguir autorização especial do Exército. Blindamos hoje também sob encomenda, assoalhos contra granadas e instalamos sistemas anti-chamas.


CPN - Qual o nível social das pessoas que costumam blindar os carros?

Julio Algodoal Neto - Normalmente classe média alta para cima, mas pessoas de outras classes acabam por comprar blindados semi-novos, muito mais baratos e acessíveis.


CPN - Existe uma "validade" para a blindagem?

Julio Algodoal Neto - Não existe, o que existe é uma garantia de blindagem que vence com 3 anos, mas a blindagem com a manutenção em dia pode durar muitos anos. Não se pode estabelecer “validade” para uma blindagem pois existem carros blindados com mais de 15 anos e ainda tem sua blindagem funcional.




CPN - A blindagem de fábrica é mais confiável?

Julio Algodoal Neto - No Brasil não existe blindagem de fábrica.


CPN - Existe seguro para carro blindado? É muito mais caro que um carro sem blindagem?

Julio Algodoal Neto - Sim existe. No valor total segurado em porcentagem é mais barato que o de um carro sem blindagem.


CPN - Quais os modelos de veículos mais blindados no Brasil?

Julio Algodoal Neto - Corolla, Santa Fé, Azera, IX 35 etc.


CPN - Carros populares, com motor 1.0, podem ser blindados?

Julio Algodoal Neto - Não aconselho por ter pouca potência.


CPN - Quanto custa uma blindagem de boa qualidade?


Julio Algodoal Neto - O valor médio é R$ 40.000,00 de um carro sedan, mas varia muito com o tamanho do carro.


sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Entrevista – Engenheiro da Chevrolet Carlos Franca


Por Marcus Lauria (texto e fotos)

O CarPoint News teve a oportunidade de entrevistar o Engenheiro da Chevrolet Carlos Franca, durante a 10ª edição do Challenge Bibendum, que aconteceu entre os dias 30 de maio a 3 de junho, no Rio Centro. O engenheiro mecânico Carlos Franca participou da criação do motor Fuel Cell, além de ser o principal responsável pelo projeto desde o início. Está desde 1976 na General Motors e é especialista em sistema de chassi e da arquitetura geral dos veículos na fábrica da montadora norte-americana em Detroit.

CPN- Como surgiu a idéia da Chevrolet de fabricar um motor de célula de combustível alimentado por hidrogênio?

CF: A idéia já vem de muito tempo, não foi uma invenção da GM. Mas nos anos 60 (final) a GM, usando um Corvair, fez seu primeiro Fuel Cell experimental nos Estados Unidos. O modelo só tinha lugar para o passageiro e motorista e o resto da carroceria era feito de conjunto motriz. Dali foi evoluindo e chegar ao primeiro protótipo para a produção em outubro de 2007.

CPN - Por que foi escolhido o Chevrolet Equinox, um utilitário esportivo, para fazer parte desse projeto tão importante para o meio-ambiente?

CF: Por dois motivos: a Chevrolet é tida como uma marca de alta eficiência, pelo custo/benefício. A Chevrolet também tem um alto volume de vendas no mundo. O Equinox é muito popular nos Estados Unidos. E oferece bastante volume de carga, espaço interno e por ser mais alta. O carro com esse tipo de motor tem que ter uma boa identificação e que os clientes gostem.

CPN - Quando foi produzido o primeiro Equinox e quantos existem atualmente em pleno funcionamento?

CF: O primeiro equipado com Fuel Cell foi produzido em outubro de 2007 e existem cerca de 100 modelos circulando. A maioria pertence ao Projeto Driveway nos Estados Unidos, rodando em Nova York, Washington, D.C. e Los Angeles. São carros de produção e não são protótipos, usados por famílias normais, com rotina normal. Eles têm que ser licenciados como carro de produção para rodar normalmente nas ruas. Como parte da validação requerida pelo Federal Motor Vehicle Safety Standards (FMVSS) dos Estados Unidos, o Chevrolet Fuel Cell Equinox teve que passar por crash tests. E no teste de impacto frontal bateu de frente em condições normais de uso (carro funcionando, células de combustível no lugar e hidrogênio no tanque. Ou seja, o carro estava em condições normais de uso e passou sem vazamento e sem problemas nenhum. Durante o evento estavam presentes representantes do governo canadense e americanos, relacionados a transporte e das associações de seguro automobilístico.




CPN - Como funciona esse sistema de motor movido a hidrogênio criado pela Chevrolet?

CF: Com o tanque cheio, 4.2 quilogramas a 10 mil PSI de pressão. O hidrogênio vai na forma de gás para a célula de combustível. Durante o percurso, existem reguladores de diminuição de pressão, que reduzem a pressão dos 10 mil PSI para os 60 PSI. Depois disso, os injetores jogam o hidrogênio de um lado da Proton Exchange Membrana. No outro é injetado o ar, por meio de um compressor. Nessa mistura na membrana acontece uma reação química que resulta em eletricidade e vapor de água, o único gás que o Fuel Cell emite. Essa eletricidade vai para o motor elétrico, que alimenta a transmissão e as rodas.


CPN - Como será feita a recarga desse combustível alternativo e qual a autonomia desse motor?

CF: O procedimento é semelhante a um carro normal e para completar um tanque, leva-se cerca de sete minutos. Para abastecer abre-se a portinha do tanque, tira-se a tampa de plástico, um pouco menor. Com o uso de uma mangueira com uma pistola (bem parecido com o sistema de gasolina ou diesel nos postos de abastecimento). Ao completar o tanque, um sinal avisa o cliente. Também há a opção do cliente colocar a quantidade que quiser de hidrogênio no tanque. A autonomia do Equinox Fuel Cell é aproximadamente 320 quilômetros. Mas isso varia muito conforme a temperatura. Em um dia com temperatura ambiente em torno dos 25ºC, pode chegar a 350 quilômetros e em um dia de frio (-10°C) pode chegar 260 km. No carro elétrico as temperaturas são mais sentidas, comparado a um carro movido a combustão. A transmissão tem apenas uma marcha, já que o limite de RPM de um motor elétrico é muito maior do que o de um motor a combustão. Com esse sistema, o Equinox vai de 0 a 100 km em aproximadamente 11 segundos e chega a 160 km/h.


CPN- Esse novo motor será usado em outros modelos da marca em um futuro próximo?

CF: Sim, com a nossa nova geração de motores movidos a hidrogênio – e alimentados por célula de combustível –, nós já estamos trabalhando em outros modelos de categorias diferentes e esperamos poder comercializar um novo modelo a partir de 2015.




CPN - Existe alguma parceria com o Governo norte-americano para esse projeto ir para frente?

CF: Sim, tem participação e interesse do Governo Americano, que tem a idéia da eletrificação do carro de passageiro, por meio do USDOE (United State Department of Energy).


CPN - O motor a hidrogênio sofreu uma evolução recentemente, o que exatamente foi feito para a melhoria do conjunto?

CF: As membranas ficaram 20% mais eficientes. Com isso, conseguimos diminuir o tamanho da célula de combustível para produzir a mesma potência, podendo ser utilizado em um compartimento de 4 cilindros de um carro. O peso foi reduzido quase a metade, de 242 kg para 138 kg.







CPN - A manutenção desse tipo de motor é cara?

CF: Neste momento ainda não dá para afirmar nada sobre o assunto. Atualmente, nos Estados Unidos, todos os carros da GM têm garantia de 100.000 milhas (o equivalente a 160.000 quilômetros) na parte motriz e é esperado que o Chevrolet Fuel Cell tenha a mesma garantia. Quando o Fuel Cell for comercializado nós esperamos que o custo de manutenção fique nos mesmos níveis do que o de um carro híbrido. Se realmente for produzido, o Chevrolet Equinox Fuel Cell deverá ser comercializado primeiramente nas cidades de Nova York, Los Angeles e possivelmente em Washington, D.C., pelo fato destas cidades já possuírem uma infra-estrutura mais avançada em termos de distribuição do Hidrogênio.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Entrevista – Marcelo Weber, colecionador de modelos VW e de muitas miniaturas



Por Marcus Lauria
Fotos: arquivo pessoal e Marcus Lauria

A entrevista desse mês é dedicada ao Fusca, que teve destaque no dia 20 de janeiro, comemoração oficial do modelo da Volkswagem no Brasil. O entrevistado é uma das pessoas mais é apaixonadas por Fuscas, que eu conheço. Além de ter alguns exemplares bem personalizados por ele mesmo é colecionador de tudo que tem o tema Fusca entre miniaturas, camisas, chaveiros entre outros. Eu estou falando no Marcelo Weber, apaixonado por Fusca e em tudo que é relacionado ao besouro que marcou época no mundo dos automóveis. Aproveitem a sexta-feira com essa excelente entrevista.

CPN - Como despertou a sua paixão por carros antigos?

Weber - A paixão começou desde pequeno, sempre gostei de carros e bicicletas, Aprendi a dirigir com 13 anos de idade um Aero Willys 69 de meu avô com câmbio encima, depois dirigia o Fuscão 70 de meu pai, branco lotus.

CPN - Os modelos da VW são so seus preferidos, ou tem alguma outra marca que te chama a atenção?

Weber - Gosto somente da marca VW, especialmente Fuscas e Kombis.





CPN - Quantos carros antigos você já teve até hoje e qual foi o primeiro de coleção?

Weber - O primeiro foi um Fusca 1964 que comprei em 1994, depois foram cerca de 17 carros até hoje, incluindo um New Beetle 1999. Passaram pela minha coleção Fuscas alemães tais como: SPLIT WINDOW 1952 e um 1959 montado no Brasil.

CPN - Das várias reformas que você já fez nesses carros, qual foi a mais difícil?

Weber - O alemão 1952, foram quase 2 anos pesquisando itens de sua originalidade.

CPN - A sua preferência é por carros modificados, teria alguma razão especial para isso?

Weber - Depende da época, já tive carros 100% originais, no momento aprecio a corrente GERMAN LOOK que contempla itens PORSCHE tais como: rodas, volante, faróis, instrumentos, espelhos, bancos, etc...





CPN - Já se arrependeu de ter que se desfazer de algum desses carros?

Weber - Já, do 1964 azul cobalto German Look que tinha rodas CUP 2 Porsche, freios a discos ventilados nas 4 rodas, mecânica 2.100 com 2 WEBER 44 e instrumentos de 356.

CPN - Seu outro hobby é a coleção de miniaturas, atualmente você tem quantas em sua coleção?

Weber - Na verdade, estou meio perdido quanto ao número, pois parei de contar quando tinha 3.800 peças, acredito que já tenha passado de 4.000.






CPN - As miniaturas que você possui são só de modelos VW?

Weber - Somente Fuscas, New Beetle e Kombis, nada mais.

CPN - Tem alguma miniatura que você não venderia de forma alguma?

Weber - Tem, a primeira que ganhei de minha esposa em 1994, quando ainda era minha namorada, um Fusca Cabriolet marron da SOLIDO francesa

CPN - Atualmente tem algum projeto em mente de um novo carro antigo?

Weber - Tenho, fazer uma Kombi antiga estilo German Look com rodas 19, bancos, instrumentos, espelhos e mecânica Porsche pintada de 3 cores: branco pérola na parte de baixo, grafite encima e com a faixa laranja entre as duas cores.