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A venda de carros elétricos no Brasil bateu recorde em 2023, com um aumento de 91% em relação ao ano anterior, de acordo com a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE). O crescimento no número de vendas do modelo impacta positivamente diversos setores do mercado automotivo, especializados em comercializar produtos e serviços para veículos elétricos. Entre os setores impactados está o de blindagem automotiva, processo que além de garantir segurança a estes carros de maior valor agregado, ainda pode beneficiar o desempenho de diversos exemplares da categoria elétrica.
As projeções de aumento na demanda para o setor de blindagens, em referência às vendas de veículos elétricos, se somam a um aquecimento dessa fatia do mercado em decorrência do cenário de segurança pública nacional. Conforme aponta a Associação Brasileira de Blindagem (Abrablin), a inserção de proteção balística em automóveis cresceu 30% no último ano, fazendo com que blindar um carro se tornasse uma prática comum, especialmente em regiões com altos índices de violência ou onde há uma preocupação maior com segurança pessoal — é o caso do estado de São Paulo, que concentra 84% das blindagens do Brasil.
Garantir a segurança de um veículo elétrico, no entanto, exige um processo diferente de carros convencionais movidos à combustão, conforme ressalta Luiz Fernando Apolinario, CEO Allblin, empresa especialista em blindagens premium. “As diferenças nos processos de blindagem entre carros elétricos e não-elétricos se concentram na presença das baterias de íon-lítio e exigem um alto comprometimento com o desempenho dos automóveis. Por exemplo, para que possamos adicionar proteção balística a um elétrico, é preciso que a camada extra não agregue muito peso ao carro, porque isso acarretaria maior gasto energético e prejudicaria a sua performance no dia a dia”, explica Luiz Fernando Apolinario.
