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terça-feira, 19 de maio de 2020

Lideranças do setor automotivo estudam medidas para a retomada do mercado


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 Colocar as pessoas no centro de todas as decisões. Essa é a diretriz que vai seguir norteando as ações das principais lideranças dos segmentos financeiro e automotivo, mesmo após Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos) e Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores) confirmarem, nos números do mês de abril, a dimensão dos impactos na produção (- 99%) e nas vendas (-76%) do setor, com o isolamento social.

 Em debate on-line, com a participação de mais de 1.200 empresários do setor, o presidente da Acrefi (Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento), Hilgo Gonçalves; o presidente da Fenabrave, Alarico Assumpção Júnior; o vice-presidente da Fenauto (Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores), Enilson Sales, e o vice-presidente da Tecnobank, Luís Otávio Matias, confirmaram um entendimento comum que salvar e preservar vidas são prioridades, inclusive, para a continuidade dos negócios. Na falta de uma alternativa melhor, todos aderiram ao fechamento das concessionárias, mas parte deles também se mostra favorável a uma liberação organizada da abertura, de acordo com a realidade de cada região. Anfavea, Fenabrave e Fenauto, inclusive, apresentaram propostas aos governos estaduais sugerindo tal flexibilização com um protocolo de segurança.

 A imprevisibilidade sobre o fim do isolamento, porém, não compromete a convicção sobre as oportunidades decorrentes da crise, a exemplo de outros momentos difíceis superados pelos participantes. “Temos, neste grupo, uma experiência enorme de se retomar, de como lidar com crises – e não será diferente desta vez. Vamos sair fortalecidos e ainda mais unidos. Somos pessoas que apoiam pessoas e colocam pessoas no centro das nossas decisões. Assim o mundo se acerta e nós acertamos o mundo”, acredita Luís Otávio.

segunda-feira, 26 de agosto de 2019

Setor automotivo não está preparado para transformação digital, aponta pesquisa



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As novas tecnologias já permitem carros sem motorista e aplicativos que promovem uma direção mais segura. As possibilidades para o setor automotivo são infinitas, mas o progresso ainda esbarra no desconhecimento das empresas, que sequer criaram estratégias para promover a transformação digital. É que revela o recém-lançado ICTd - Índice CESAR de Transformação Digital.

Numa escala de zero a 100, as empresas do setor automotivo marcam 57,34 pontos, ou seja, atendem a 57,34% dos quesitos necessários para a transformação digital. Para chegar a essa média, foram avaliados o nível de maturidade das empresas a partir de oito eixos: Cultura & Pessoas, Consumidores, Concorrentes, Inovação, Processos, Modelo de Negócios, Dados & Ambiente Regulatório e Tecnologias Habilitadoras. Destes, o mais maduro no setor automotivo é o eixo de Modelo de Negócios (61,58), seguido por Consumidores (61,05). Já os eixos que estão mais distantes da transformação digital estão Tecnologias (52,96) e Inovação (54,37).

Transformação Digital é a destruição criativa, em rede, dos modelos de negócios tradicionais provocada pela maturidade das plataformas digitais. “Há incorporações tecnológicas importantes no produto, no entanto estas empresas não mudaram a forma como inovam, como trabalham com seus consumidores, como competem entre si e com outros setores. Tanto é que estão sendo atacadas pelo setor de transporte via apps, como Uber e 99”, destaca o CDO - Chief Design Officer do CESAR, Eduardo Peixoto

sexta-feira, 6 de julho de 2018

Governo apresenta nova política industrial para o setor automotivo



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O Presidente da República, Michel Temer, assinou Medida Provisória na quinta-feira, 5, em Brasília, DF, que institui uma nova política industrial para o setor automotivo. O instrumento contempla três medidas: compromissos para comercialização de veículos no País, criação do Programa de Incentivo à Inovação Tecnológica e ao Desenvolvimento da Cadeia Produtiva de Veículos Automotores – Rota 2030 Mobilidade e Logística – e mecanismos para desenvolvimento tecnológico da cadeia de autopeças.

Dentre os principais objetivos da nova política industrial estão o estímulo à geração de inovação por meio da pesquisa e desenvolvimento (P&D), a continuação da melhoria da sustentabilidade veicular – com redução das emissões de CO2, do consumo de combustível e da valorização dos biocombustíveis –, a evolução da segurança veicular e o aumento da competitividade da indústria automobilística brasileira.

Com horizonte de longo prazo as medidas oferecerão previsibilidade e segurança jurídica necessária para que as empresas da cadeia automotiva – fabricantes de veículos, importadores e produtores de sistemas e autopeças – possam planejar adequadamente seus investimentos e estratégias. Desta forma, o País atrairá investimentos em P&D e a indústria nacional terá condições de evoluir para competir no mercado global.

Para Antonio Megale, presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, Anfavea, a nova política automotiva é um grande marco para o País: