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quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Mitos e verdades sobre óleos lubrificantes


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Para garantir o bom funcionamento do veículo é preciso mais do que lavar, encerar e completar o tanque de combustível. Por isso, um dos procedimentos mais importantes para assegurar o desempenho do automóvel é a troca de óleo regular, uma vez que a lubrificação adequada atenua o atrito entre as peças dentro do motor, o que garante sua potência.

Muitas pessoas, no entanto, possuem dúvidas sobre qual marca usar, qual a periodicidade adequada para a troca e se existem produtos menos agressivos ao meio ambiente. Segundo o coordenador técnico da TOTAL Lubrificantes do Brasil, Fábio Silva, “o motorista precisa estar atento à importância e o controle da troca do óleo para manter o veículo em boas condições de uso. Sem isso, a saúde do motor corre perigo e prejuízos podem acontecer”, alerta.

Por isso, o especialista esclarece abaixo as dez principais curiosidades sobre a viscosidade do óleo lubrificante. Muitas dúvidas são verdadeiras enquanto outras são apenas mitos que devem ser desvendados para que o motor seja tratado com toda a atenção que merece.


1) Óleo de qualidade não envelhece e pode ser utilizado por muitos anos.


MITO – Todos os lubrificantes possuem um período de troca pré-determinado pela montadora do veículo e informado no manual do proprietário. O que define a periodicidade da substituição é a quilometragem ou prazo do produto no motor do veículo. Quando a troca é determinada pela quilometragem, normalmente, está relacionada com o tipo de condução do motorista e a localidade (“cidade/estrada”). No caso da substituição por período, quando o veículo não atingiu a quilometragem estipulada pela montadora, também é necessário realizar a troca do óleo, pois o lubrificante oxida-se em contato com o oxigênio e na presença do calor (condições normais dos motores), além de contaminar, o que faz com que o óleo perca suas propriedades.


2) O óleo recomendado pelo fabricante do veículo é sempre a melhor opção na hora da troca.


VERDADE – Sim, e sempre deve ser seguida a recomendação do fabricante do veículo, que indicam características técnicas importantes a serem seguidas como: viscosidade e o nível de desempenho do lubrificante. A viscosidade do lubrificante pode ser identificada na embalagem, conforme normatização da SAE – Sociedade de Engenharia Automotiva. Óleos multiviscosos são os mais comuns para motores automotivos. Sabe-se que 75% do desgaste do motor ocorrem no momento da partida, em função dos poucos segundos que o motor trabalha a seco, sendo assim, neste momento é essencial que o lubrificante flua o mais rápido possível para lubrificar o motor. Esta é a importância de se utilizar produtos com viscosidade menor no momento da partida, e é uma tendência para os novos projetos, cada vez mais a presença de lubrificantes de baixas viscosidades e que atendam as exigências para redução de consumo de combustível e emissão de gases poluentes. Por isso é extremamente importante seguir a viscosidade recomendada pela montadora. Quanto maior a numeração presente na embalagem do produto, mais viscoso é o óleo. Outra informação importante no momento da escolha do óleo é o nível de performance que é definido pelos institutos específicos, como por exemplo: API (American Petroleum Institute), ACEA (Association des Constructeurs Européens d'Automobiles), ILSAC ( International Lubricants Standardization and Approval Committee).


3) Todos os óleos lubrificantes são iguais e podem ser utilizados em qualquer tipo de motor.


MITO – Os lubrificantes não são todos iguais. Existem diferenças de viscosidade e pacote de aditivos, que estão relacionados ao desempenho do produto. Para cada tipo de veículo existe uma especificação de óleo a ser utilizado. O consumidor deve sempre verificar a recomendação da montadora no manual do proprietário. Entre eles está o Quartz INEO MC3 5W-30 – Sintético, da Total Lubrificantes, que atende as normas API SN e ACEA C3.


4) Não posso misturar óleo sintético ou semissintético ao mineral.


DEPENDE – Em casos de emergência a mistura pode ser realizada. Mas, esta prática é recomendada apenas em casos de força maior. Os lubrificantes sintéticos ou semissintéticos possuem óleos básicos com características superiores aos óleos minerais. A mistura entre eles gera um desbalanceamento da formulação e, em alguns casos, perda de viscosidade e aditivação, fatores que podem comprometer o desempenho do óleo e deficiência de lubrificação no moto.