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Por Mariano Perez*
No contexto do setor automotivo no Brasil, é essencial reconhecer a necessidade de responsabilização por danos ambientais decorrentes das emissões de poluentes e do uso de combustíveis fósseis. Nesse sentido, o avanço contínuo no campo dos carros elétricos tem gerado entusiasmo considerável e motivado inovações. No entanto, apesar da perspectiva promissora, é evidente que há um trabalho substancial a ser realizado em âmbito nacional para viabilizar uma adoção generalizada capaz de efetuar uma mudança significativa.
Desafios como insuficiência da infraestrutura de carregamento e custos elevados, associados a fatores socioeconômicos, atuam como obstáculos à adoção de veículos elétricos em larga escala no país. Embora essa situação possa parecer pessimista, é um convite para examinar nosso cenário de maneira holística e questionar: de que maneira a indústria automotiva pode contribuir para a evolução de meios sustentáveis e como podemos assumir a responsabilidade por essa evolução?
Empresas do setor devem levar em conta preocupações baseadas na performance, mas, muito além disso, o olhar voltado a produções mais sustentáveis e às implicações do descarte dos produtos passa a ser essencial para que a indústria comece a quitar sua dívida com o meio ambiente. Produtores de óleo de motor e outras empresas do ramo devem considerar a importância da eco-responsabilidade, desde a escolha de materiais provenientes de fontes vegetais renováveis até o suporte ao cliente na gestão de resíduos. Uma empresa que se considera eco-friendly deve pensar todo o ciclo de produção – da aquisição ao descarte ou à substituição de seus produtos.
