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Nos
meus tempos de infância e adolescência, a diversão era andar de bonde e,
principalmente, subir e descer com o carro em movimento. Não ligávamos se era
perigoso ou se o condutor dava tranco nas arrancadas e paradas. Lembro, também,
da minha irresponsabilidade quando pedalava minha bicicleta e, para assustar o
condutor, eu passava entre dois bondes que se cruzavam na Avenida Rangel Pestana,
no bairro Brás.
Depois
veio o trem, sobretudo nas viagens mais longas e, para entrar no vagão
principal, era exigido o paletó para os homens adultos.
Ingressei
no jornal e, logo em seguida, comprei o meu primeiro carro, um DKW com motor de
dois tempos e um barulho para lá de empolgante. Depois vieram o Fusca, o Dodge
Dart, o Corcel e muitos outros modelos da Ford que nem são mais produzidos.
Foram
mais de 60 anos dirigindo quase todos os tipos de automóveis e, procurando ser
suave quando necessário, e audacioso e imprudente na maior parte do tempo,
ainda mais quando o assunto era testar os novos modelos.
Ainda dirijo, mas agora, um problema de alergia ocular está me afastando temporariamente do volante. Por isso, experimentei outro dia a opção do transporte coletivo e que saudade senti dos bondes e trens.
