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quinta-feira, 9 de maio de 2013
Importados registram queda de 6,9% em abril
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Por Textofinal de Comunicação Integrada
A Abeiva ― Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores informa que os dados de emplacamento de automóveis importados em abril registrou queda de 6,9% (11.097 unidades) em relação ao mesmo mês de 2012 (11.917). Com o fechamento do 1º quadrimestre do ano, a entidade acumula queda de 25,5% (com 35.314 unidades em 2013 ante os 47.377 do mesmo período de 2012).
O mercado interno ― emplacamento total de automóveis no Brasil ―, por sua vez, registrou crescimento de 29,3% em abril ante o mesmo período do ano passado. Foram registradas 316.705 unidades emplacadas contra 244.856 em abril de 2012. No acumulado, o mercado total assinala crescimento de 8,5%: 1.104.4013 unidades contra 1.017.542 unidades.
Os emplacamentos realizados por associadas à Abeiva em abril, de 11.097 unidades, apresentaram crescimento de 36% se comparados com o mês de março último (8.161 unidades). “Porém, esta comparação fica muito prejudicada porque as vendas em março foram muito fracas e significaram umponto “fora da curva”. Ou seja, em abril houve uma recuperação ante ao fraco desempenho de março”, argumenta Flavio Padovan, presidente da Abeiva.
“Se analisarmos somente o comportamento dos dados de emplacamentos de veículos importados, em abril a participação das associadas à Abeiva voltou a subir. Foi para 16,1%, enquanto os importados pela Anfavea caíram para 83,4%”, informa Padovan, que acredita que o market share dos importados da Abeiva tem sido favorável em função do esgotamento temporário das cotas do México, o que reduziu o volume de vendas dos importados das montadoras.
De qualquer maneira, na avaliação de Padovan, “é importante ressaltar que a participação dos importados pela Abeiva sobre o total do mercado brasileiro estacionou na casa de 3%, um patamar extremamente baixo. No mês de abril, a nossa participação ficou em 3,5% e no quadrimestre de 3,2%. Esses percentuais mostram claramente as consequências danosas do diferencial de 30 pontos a mais no IPI para os carros importados, mesmo considerando as cotas que isentam parcialmente o aumento do imposto”.
“A permanecer com esse quadro, no final do primeiro semestre deveremos revisar a nossa projeção de vendas para este ano, que até agora estamos mantendo em 150 mil unidades. Torcemos para que os próximos meses tragam resultados bem melhores, seguindo a recuperação verificada no mês de abril e, com isso, possamos confirmar a projeção de 150 mil unidades", finalizaPadovan.
quinta-feira, 10 de janeiro de 2013
Abeiva encerra 2012 com queda de 35,2%
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Por Textofinal de Comunicação Integrada
Os dados de emplacamentos das empresas filiadas à Abeiva - Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores, em 2012, mostraram expressiva desaceleração de 35,2% em relação ao desempenho de 2011. Foram emplacadas 129.205 unidades contra 199.366 veículos do ano anterior, enquanto mercado interno anotou crescimento de 6,1%, passando de 3.425.738 unidades emplacadas, em 2011, para 3.635.065 unidades em 2012.
Com esse resultado, a participação de importadores oficiais, no mercado brasileiro, significou 3,55% em 2012. Ao considerar somente o segmento de importados, as associadas à entidade anotaram market share de 16,48% em 2012, do total de 913.351 veículos importados, enquanto as montadoras locais responderam por 83,52%, o equivalente a 784.146 unidades emplacadas no ano.
Ao isolar somente o desempenho de vendas em dezembro do ano passado, os dados de emplacamento da Abeiva indicaram crescimento de 15,7% em relação ao mês de novembro. Foram 9.309 unidades contra 8.137. Ante o mês de dezembro de 2011, a queda foi de 51,4% (9.309 x 19.151unidades).
“Experimentamos em 2012 o pior ano da história de 22 anos do segmento oficial de importação de veículos automotores no Brasil. A partir de setembro de 2011, quando foi anunciado o Decreto 7.567, responsável pela diferenciação da alíquota do IPI de 30 pontos percentuais entre carros nacionais – incluindo os de procedência do Mercosul e do México – e os importados, o nosso setor sofreu duro impacto. Fato que se consolidou com o Programa Inovar-Auto, decretado no dia 3 de outubro de 2012”, analisa Flavio Padovan, presidente da Abeiva.
Das 29 empresas associadas à entidade, somente três conseguiram obter resultados positivos, 23 marcas amargaram índices negativos e três ainda não iniciaram suas atividades operacionais. Do quadro associativo da Abeiva, 26 empresas solicitaram habilitação ao Programa Inovar-Auto, das quais Bentley, BMW, Chery, JAC Motors, Porsche, Rely, SsangYong, Suzuki e Volvo já obtiveram aprovação, como newcomers ou apenas importadoras.
Na avaliação de Padovan, “a situação de nossas associadas BMW, Chery, JAC Motors e Suzuki, esta já em fase de lançamento do veículo nacional, está bem definida. Outras deverão anunciar fábrica brevemente. Mas a maioria não terá condições de instalar fábrica noPaís. Com o super IPI ou com o benefício parcial por meio de cota do Inovar-Auto, o setor oficial de importação vai durante realidade de mercado nos próximos quatro anos”.
De qualquer maneira, a primeira estimativa de vendas para 2013 é de 150 mil unidades, 16% mais em relação às 129 mil unidades de 2012, mas muito abaixo do desempenho de 2011, quando o setor oficial de importação de veículos automotores chegou a 199 mil unidades.
segunda-feira, 15 de outubro de 2012
Vendas de importados despencam 59,9% em setembro
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Por Textofinal de Comunicação Integrada
As empresas filiadas à Abeiva -Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores encerraram o mês de setembro com 9.042 unidades emplacadas, apresentando queda de 24,5% ante agosto, quando registrou 11.975 unidades. Se comparado a igual período do ano passado, no entanto, a queda é de 59,9%, a mais elevada do ano. Em setembro de 2011, a Abeiva emplacou 22.569 unidades.
Com 102.727 unidades, as associadas à Abeiva também amargam queda de 32,4% nos primeiros nove meses do ano, ante as 151.853 unidades em igual período de 2011, enquanto o mercado interno registrou alta de 5,5%. Foram emplacadas 2.667.347 unidades este ano contra 2.527.469 veículos emplacados de janeiro a setembro do ano passado.
Ao analisar o comportamento de vendas, isoladamente do mês de setembro ante agosto, enquanto as associadas à Abeiva registraram baixa de 24,5%, o mercado interno caiu 31,5%. Mas, na comparação de iguais períodos de 2012 e 2011, enquanto os importados caíram 59,9%, o mercado nacional sustentou ligeira queda de 5,5%.
“Com isso, o comportamento do mercado brasileiro por dados de market share nos mostra que o desempenho da Abeiva em setembro foi de 3,26% ante 7,69% em setembro de 2011. Ao comparar os totais do acumulado de 2012 e 2011, o nosso market share caiu de 6,01% para 3,85%”, argumenta Flavio Padovan, presidente da entidade.
Inovar Auto - A possibilidade de se habilitar ao programa Inovar Auto, regulamentado por meio do decreto 7.819, publicado no dia 3 de outubro no Diário Oficial da União, atende parcialmente às expectativas da Abeiva - Associação Brasileira das Empresas Importadoras deVeículos Automotores, entidade que representa 29 marcas sem fábrica no País.
“Temos de reconhecer que o programa Inovar Auto é um avanço para o País, que nunca teve uma regulamentação desse porte antes. Aoexigir contrapartidas de investimentos em pesquisa, desenvolvimento, engenharia e capacitação de fornecedores, o Decreto 7.819 sem dúvida significa uma importante definição de política industrial ao polo automotivo brasileiro rumo à competitividade internacional”, avalia Padovan. “No entanto, a diversidade de empresas dentro da Abeiva mostra que ainda não são todas as empresas que veem vantagens com o Inovar Auto para suas operações futuras. Para algumas empresas, o teto máximo de 4.800 unidades por ano é visto como uma ação paliativa e as demais exigências, um obstáculo de crescimento”.
Os pleitos da Abeiva junto ao Governo Federal desde a publicação do decreto da alta do IPI, em 16 de setembro de 2011, eram no sentido de, baseados em dados de emplacamento dos últimos anos, estabelecimento de cotas proporcionais ao desempenho de cada marca associada à entidade.
Segundo Flavio Padovan, por cinco anos – de 2013 a 2017 – o setor de importação de veículos automotores estará em posição de absoluta desigualdade em relação aos considerados produtos nacionais, do Mercosul e do México. “Ressalto ainda que já perdemos o ano de 2012, que foi um desastre para o setor – que possuia uma rede de 882 concessionárias e contava com 35.000 trabalhadores - hoje conta com 737 concessionárias e emprega 25 mil trabalhadores brasileiros. Mais de 10.000 trabalhadores perderam seus empregos. E esse quadro pode piorar ainda mais, pode reduzir ainda mais os seus quadros e negócios”, argumenta.
Para o presidente da Abeiva, “desde a semana passada, cada associada à entidade está avaliando como irá se adequar a essa nova situação e como se habilitar ao programa Inovar Auto. Assim como cada filiada vai estudar a possibilidade de investimento em fábrica no País. Mas, por questão de escala industrial, a maioria das empresas deve se manter na atividade de importação, agora com atuação bastante limitada, o que é uma enorme perda para o mercado, por significar perdas irreparáveis em parâmetros tecnológicos, regras de livre comércio e competitividade de preços. E quem mais perde com isso é o consumidor brasileiro”, conclui.
terça-feira, 15 de maio de 2012
Vendas da Abeiva caem 12,8% em abril
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Por Textofinal de Comunicação Integrada
As empresas filiadas à Abeiva - Associação Brasileira das
Empresas Importadoras de Veículos Automotores encerraram abril com 11.917
unidades emplacadas, total 12,8% inferior ante o mês de março, quando registrou
13.666 unidades. Se comparado a igual período do ano passado, a queda é de
28,1%. Em abril de 2011, a Abeiva emplacou 16.573 veículos importados.
“Ao comparar os dados de desempenho da Abeiva, em abril, com
o comportamento do mercado interno brasileiro, os primeiros sinais da
influência da alta do IPI começam a aparecer”, analisa Flavio Padovan,
presidente da Abeiva. “Nós registramos queda de 12,8% em abril, enquanto o
mercado anotou desaceleração de 13,8%. Mas na comparação entre abril deste ano
contra abril de 2011, enquanto a Abeiva absorve uma queda de 28,1%, o
setorassimilou 10,3%. Ou seja, quase 18 pontos percentuais de diferença”.
Com 47.380 unidades, as associadas à Abeiva também anotaram
queda de 9,2% no primeiro quadrimestre do ano, ante as 52.161 unidades em igual
período de 2011. O mercado interno também registrou queda, mas de apenas 3,1%.
São 1.017.612 unidades neste quadrimestre contra 1.050.631 veículos emplacados
de janeiro a abril do ano passado.
“Se analisarmos por dados de market share, o desempenho da
Abeiva em abril último significou4,87% ante 6,07% em abril de 2011. E ao
comparar os quadrimestres de 2012 e2011, o nosso market share caiu de 4,96%
para 4,66%”, enfatiza Padovan, “apesar da difícil situação do setor de importação
oficial de veículos automotores, nesse período o número de concessionárias
pulou de 848 pontos de vendas em janeiro para 882 em abril último, aumento de
4%, mas essas nomeações já haviam sido feitas ao longo de 2011”.
Diante desse quadro, o presidente da Abeiva mostra-se muito
preocupado com o setor. “A partir deste mês, os estoques de automóveis de
nossas associadas com o antigo IPI devem estar chegando ao seu final. Portanto,
certamente terão de iniciar o repasse de custos. Com isso, a tendência dos
carros importados é de queda significativa nos volumes de vendas. A nossa
preocupação é grande pois com a perda de competitividade tememos pelos empregos
gerados no setor de importados que atualmente é de 35.000 trabalhadores, com
uma rede de 882 concessionárias”, ressalta Padovan.
Por isso, o presidente da entidade reuniu-se várias vezes
com o ministro Fernando Pimentel e com os representantes do Ministério do
Desenvolvimento, Indústria e do Comércio Exterior, no sentido de tentar
viabilizar um sistema de cotas ou importações autorizadas, de modo a minimizar
os efeitos catastróficos que o aumento do IPI de 30 pontos percentuais causou
para o setor.
“Por meio do diálogo, esperamos sinceramente que o Governo
Federal seja sensível aos apelos da Abeiva que, por meio de suas associadas,
recolhe cerca de R$ 6 bilhões de impostos anualmente, consiga manter a atual
rede de concessionárias ativa, garantindo os serviços de pós-vendas aos
consumidores brasileiros e os empregos de cerca de 35 mil trabalhadores.”,
finaliza Padovan.
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
Participação de carros importados cai para 4,5%
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Por Textofinal de Comunicação
Integrada
As empresas filiadas à Abeiva
-– Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores
fecharam o mês de janeiro com queda de 40,6% em suas vendas se comparado a
dezembro de 2011. Foram emplacadas 11.367 unidades contra 19.151 veículos no
último mês do ano passado. Mas em relação a janeiro de 2011, foi anotado crescimento
de 16,9%: 11.367 unidades ante os 9.727 emplacamentos de janeiro de 2011.
O mercado interno, com
252.697 unidades emplacadas, também sofreu queda em janeiro último contra
dezembro do ano passado. A queda significou 23,2% [252.697 contra 329.198]. Em
relação a janeiro de 2011, o mercado interno obteve aumento de 9,8%.
Por conta da queda de 40,6%
no mês passado, ante dezembro de 2011, as associadas à Abeiva passam a
significar participação no mercado interno de apenas 4,5%, quando – em dezembro
– era de 5,82%. E em janeiro de 2011, de 4,23%.
Obviamente sentimos o impacto
da instabilidade do mercado por conta do exaustivo noticiário sobre a alta da
alíquota do IPI, a partir de 16 de dezembro. Mas também porque muitas
importadoras não dispuseram vários modelos, devido à impossibilidade momentânea
de planejamento de compras no exterior, desde o dia 16 de setembro, quando foi
publicado o Decreto 7.567”, avalia José Luiz Gandini, presidente da Abeiva.
Gandini argumenta também que
o consumidor brasileiro ficou desorientado em relação a preços. “Quem repassou,
quem não repassou. Várias dúvidas do consumidor comprometeram a venda de
veículos importados, fato que deve se normalizar em março ou abril, quando
todos os players já tiverem seus preços equalizados”.
Embora o desempenho de
janeiro não tenha sido satisfatório e também em fevereiro, por conta do exíguo
dias úteis de comercialização, Gandini acredita que em março o setor de
importação volte à normalidade, com vendas mensais entre 16 e 18 mil unidades.
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
Abeiva encerra 2011 com participação de 23,35% do total de veículos importados no Brasil

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Por Textofinal de Comunicação Integrada
Os dados de emplacamentos das empresas filiadas à Abeiva - Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores, em 2011, mostram crescimento de 87,4% em relação ao desempenho de 2010. Foram emplacadas 199.366 unidades contra 106.360 veículos do ano anterior. Com esse resultado, a participação de importadores oficiais, no mercado brasileiro, significou 5,82% em 2011. Ao considerar somente o segmento de importados, as associadas à entidade anotaram marketshare de 23,35% em 2011, enquanto as montadoras locais responderam por 76,65%, o equivalente a 654.363 unidades emplacadas no ano.
Ao isolar somente o desempenho de vendas em dezembro do ano passado, os dados de emplacamento da Abeiva indicaram crescimento de 26,8% em relação ao mês de novembro. Foram 19.151 unidades contra 15.098. Ante o mês de dezembro de 2010, a alta foi de 42% (19.151 x 13.487 unidades). “O avanço das associadas à Abeiva se justifica por conta da chegada dos novos players que passaram a oferecer aos consumidores brasileiros produtos completos, com mais tecnologia e design. E assim conquistaram os brasileiros”, analisa José Luiz Gandini, presidente da Abeiva.
Ao isolar somente o desempenho de vendas em dezembro do ano passado, os dados de emplacamento da Abeiva indicaram crescimento de 26,8% em relação ao mês de novembro. Foram 19.151 unidades contra 15.098. Ante o mês de dezembro de 2010, a alta foi de 42% (19.151 x 13.487 unidades). “O avanço das associadas à Abeiva se justifica por conta da chegada dos novos players que passaram a oferecer aos consumidores brasileiros produtos completos, com mais tecnologia e design. E assim conquistaram os brasileiros”, analisa José Luiz Gandini, presidente da Abeiva.
Na avaliação de Gandini, esse quadro expõe os motivos da queda de market share das quatro grandes “montadoras” do País, respectivamente de 0,83 pontos porcentuais da Fiat, 0,56 pp da Volkswagen, 1,30 pp da General Motors e 0,94% da Ford. “Está tudo muito cristalino. As montadoras deixaram de investir em inovação. Oferecem aos consumidores brasileiros produtos ultrapassados”, argumenta o presidente da Abeiva, “diante dessa realidade, nós importadores não temos culpa. É a lei do mercado. Por isso discordamos frontalmente do inconstitucional Decreto 7.567. O governo brasileiro deveria, como indicava o programa Brasil Maior, ter reduzido a alíquota do IPI para as montadoras que efetivamente investissem em tecnologia, de modo a recuperar terreno perdido. Não o contrário. Sobretaxar os importados, fora do Mercosul e do México, além de inconstitucional, foi umainsensatez”, enfatiza.
Ainda em 2011, em janeiro, as associadas à entidade contavam com 566 concessionárias, o equivalente a cerca de 22 mil empregos diretos. No encerramento do ano, esse número alcançou 912 pontos de atendimento e próximo a 36 mil postos de trabalho. Pesquisa realizada pela Abeiva com suas associadas, em agosto de 2011, indicava 1.092 concessionárias no fechamento do ano. Mas, vários grupos empresariais decidiram postergar aabertura de suas lojas. A meta de recolhimento de impostos foi cumprida em 2011, com cerca de R$ 6,5 bilhões aos cofres públicos.
Em relação às projeções iniciais para este ano, Gandini acredita que o setor de importação de veículos automotores, exceto Mercosul e México, vai sofrer uma queda aproximada de 20%. “Nossas primeiras estimativas são de 160 mil unidades para 2012. E, se projeção do mercado é crescer de 4% a 5%, chegando a 3,6 milhões de unidades emplacadas, nossa participação será de 4,5%”, argumenta. “Com o imposto de importação máximo acordado pela OMC de 35%, um dos mais elevados do mundo, com a alíquota do IPI diferenciada em 30 pontos porcentuais e mais variação cambial, 2012 será um ano muito difícil aos associados da Abeiva”, conclui Gandini.
Em relação às projeções iniciais para este ano, Gandini acredita que o setor de importação de veículos automotores, exceto Mercosul e México, vai sofrer uma queda aproximada de 20%. “Nossas primeiras estimativas são de 160 mil unidades para 2012. E, se projeção do mercado é crescer de 4% a 5%, chegando a 3,6 milhões de unidades emplacadas, nossa participação será de 4,5%”, argumenta. “Com o imposto de importação máximo acordado pela OMC de 35%, um dos mais elevados do mundo, com a alíquota do IPI diferenciada em 30 pontos porcentuais e mais variação cambial, 2012 será um ano muito difícil aos associados da Abeiva”, conclui Gandini.
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
Abeiva questiona declarações de Mantega

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Por Textofinal de Comunicação Integrada
Às declarações de Guido Mantega, ontem, na audiência pública na Comissão de Fiscalização Financeira da Câmara dos Deputados, em Brasília, sobre a elevação do IPI em 30 pontos percentuais aos veículos importados de que a iniciativa foi “bem sucedida” e “houve uma expressiva elevação dos anúncios de investimentos estrangeiros”, o presidente da Abeiva – Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores, José Luiz Gandini, reafirmou que o Brasil, por meio do Ministério da Fazenda, feriu a leis de comércio internacionais, os direitos dos cidadãos brasileiros, a livre competição e que em nada contribui para o aumento da competitividade setorial.
“O Governo, erroneamente, não considerou ou mesmo entendeu o impacto da globalização dessa indústria, que tem se pautado no desenvolvimento de plataformas globais, adequação dos veículos dessas plataformas para cadamercado e região e complementação de portfólio de produto para segmentos específicos com veículos de regiões complementares”, destaca Gandini. Para o presidente da Abeiva, dos nove projetos de localização de produção, para veículos leves, apenas um é novo, tendo sido anunciado após o Decreto 7.567. “Projetos da Chery, BMW, Suzuki, Hyundai, entre outros, foram anunciados antes do dia 15 de setembro último. Até mesmo o da JAC Motors, protocolado na última semana, tinha sido amplamente noticiado antes do Decreto”, enfatiza Gandini.
Contra o argumento de Mantega de que “os investimentos só ocorreram devido à ação do governo... Se não tomássemos essa medida, [investimentos] iriam para locais onde estão manipulando câmbio e taxas... Estamos preservando o emprego no País”, Gandini lembra que as vendas globais de autoveículos já voltaram a patamares superiores à crise de 2009.
“A capacidade instalada global já ultrapassou o limite sustentável de 80% de utilização e a ideia de invasão do mercado por fabricantes de outros regiões é um delírio. Muito provavelmente, a presidente Dilma Rousseff não recebeu estudos mais completos do setor no Brasil, pois se considerarmos o total de 677 mil veículos importados de janeiro a outubro deste ano, 75,23% foram importados por associadas à Anfavea, e 24,36% por filiadas à Abeiva [outros 0,41% por importadores independentes]”, explica Gandini.
Do total de 2.791.288 veículos emplacados de janeiro a outubro deste ano, os importadores sem fábrica do País responderam por apenas 5,91%, ou seja, de 165.114 unidades. “Do total estimado de 800 mil veículos a serem importados este ano, deveremos responder 200 mil unidades, ou seja 25%. O restante, em sua grande maioria, vem da Argentina e do México, que tem zero de alíquota de importação”, ressalta Gandini.
Quanto à capacidade brasileira de exportação, o presidente da Abeiva disse que “o real motivo de o Brasil não conseguir exportar é o fato de que, ao contrário de outros pólos produtivos, como China e Coreia do Sul, não investiu nos últimos anos em inovação e aumento do conteúdo tecnológico dos veículos. Esses fatores, associados à baixa ação do governo na sua função de regular o mercado de matérias primas, reduziu drasticamente a competitividade dos produtos `nacionais´. Assim, mesmo que tivéssemos câmbio mais favorável à exportação, as chances seriam mínimas e restrita ao mercado de baixo volume da América do Sul”, esclarece.
Finalmente, em relação ao déficit da balança comercial do setor automotivo, Gandini sustenta que “o ministro Mantega aplicou um antídoto no paciente errado. O grande déficit do setor de transportes está na importação desenfreada de autopeças e de veículos da Argentina e do México, pois tecnicamente, eles aparecem na balança comercial como produtos importados". "O setor de importação de veículos acabados cresceu sim, mas porque o mercado mudou, o consumidor – mais informado e com maior renda – mudou e passou a desejar produtos melhores, com substancial aumento de valor agregado tecnológico”.
“O Governo, erroneamente, não considerou ou mesmo entendeu o impacto da globalização dessa indústria, que tem se pautado no desenvolvimento de plataformas globais, adequação dos veículos dessas plataformas para cadamercado e região e complementação de portfólio de produto para segmentos específicos com veículos de regiões complementares”, destaca Gandini. Para o presidente da Abeiva, dos nove projetos de localização de produção, para veículos leves, apenas um é novo, tendo sido anunciado após o Decreto 7.567. “Projetos da Chery, BMW, Suzuki, Hyundai, entre outros, foram anunciados antes do dia 15 de setembro último. Até mesmo o da JAC Motors, protocolado na última semana, tinha sido amplamente noticiado antes do Decreto”, enfatiza Gandini.
Contra o argumento de Mantega de que “os investimentos só ocorreram devido à ação do governo... Se não tomássemos essa medida, [investimentos] iriam para locais onde estão manipulando câmbio e taxas... Estamos preservando o emprego no País”, Gandini lembra que as vendas globais de autoveículos já voltaram a patamares superiores à crise de 2009.
“A capacidade instalada global já ultrapassou o limite sustentável de 80% de utilização e a ideia de invasão do mercado por fabricantes de outros regiões é um delírio. Muito provavelmente, a presidente Dilma Rousseff não recebeu estudos mais completos do setor no Brasil, pois se considerarmos o total de 677 mil veículos importados de janeiro a outubro deste ano, 75,23% foram importados por associadas à Anfavea, e 24,36% por filiadas à Abeiva [outros 0,41% por importadores independentes]”, explica Gandini.
Do total de 2.791.288 veículos emplacados de janeiro a outubro deste ano, os importadores sem fábrica do País responderam por apenas 5,91%, ou seja, de 165.114 unidades. “Do total estimado de 800 mil veículos a serem importados este ano, deveremos responder 200 mil unidades, ou seja 25%. O restante, em sua grande maioria, vem da Argentina e do México, que tem zero de alíquota de importação”, ressalta Gandini.
Quanto à capacidade brasileira de exportação, o presidente da Abeiva disse que “o real motivo de o Brasil não conseguir exportar é o fato de que, ao contrário de outros pólos produtivos, como China e Coreia do Sul, não investiu nos últimos anos em inovação e aumento do conteúdo tecnológico dos veículos. Esses fatores, associados à baixa ação do governo na sua função de regular o mercado de matérias primas, reduziu drasticamente a competitividade dos produtos `nacionais´. Assim, mesmo que tivéssemos câmbio mais favorável à exportação, as chances seriam mínimas e restrita ao mercado de baixo volume da América do Sul”, esclarece.
Finalmente, em relação ao déficit da balança comercial do setor automotivo, Gandini sustenta que “o ministro Mantega aplicou um antídoto no paciente errado. O grande déficit do setor de transportes está na importação desenfreada de autopeças e de veículos da Argentina e do México, pois tecnicamente, eles aparecem na balança comercial como produtos importados". "O setor de importação de veículos acabados cresceu sim, mas porque o mercado mudou, o consumidor – mais informado e com maior renda – mudou e passou a desejar produtos melhores, com substancial aumento de valor agregado tecnológico”.
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
Abeiva - NOTA À IMPRENSA

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Por Abeiva – Associação Brasileira das Empresas
A Abeiva – Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores vem a público manifestar aprovação à decisão do Supremo Tribunal Federal que, na data de ontem, suspendeu o artigo 16 do Decreto 7.567, publicado no dia 16 de setembro último, e que determinou a elevação da alíquota do IPI – Imposto sobre Produtos Industrializados aos veículos com índice inferior a 65% de nacionalização ou localização regional.
A Abeiva entende que houve cumprimento da Constituição Brasileira quanto à anterioridade nonagesimal em caso de elevação de alíquota de tributos.
Diante dessa decisão, a Abeiva informa que está orientando suas associadas a ressarcir aos consumidores para quem foram vendidos automóveis com preços reajustados de acordo com a alta do IPI. No entanto, aguarda a publicação do acórdão no Diário Oficial da União, para conhecer os procedimentos do ressarcimento.
A entidade informa ainda que, do quadro de 27 marcas associadas, somente três importadoras haviam anunciado mudança em suas tabelas de preços, com repasse parcial dos 30 pontos percentuais da alíquota do IPI. Audi, Porsche e Kia Motors cumprirão a determinação do STF de ressarcimento, após publicação do acórdão, para conhecer os procedimento.
A Abeiva alerta os clientes que adquiriram veículos importados com preços reajustados com o IPI que procurem por sua concessionária para se informar sobre como será feito o ressarcimento, a partir de segunda-feira.
A Abeiva reforça seu compromisso com os consumidores das suas marcas lembrando que desde a alta do IPI sobrecarros importados se posicionou contrariamente à medida por entender que osconsumidores seriam os principais atingidos pelos efeitos do decreto.
A entidade informa ainda que suas 27 associadas são responsáveis por 6% do total das vendas nacionais de automóveis e, do total de carros importados, responde por 25%, sendo os demais 74,6% importados pelas montadoras instaladas no país. Outros importadores respondem por 0,4%. A Abeiva, por meio de suas associadas e redes de concessionárias, emprega 40 mil pessoas no país e deve responder, em 2011, pelo recolhimento de R$ 5,6 bilhões em impostos.
A Abeiva entende que houve cumprimento da Constituição Brasileira quanto à anterioridade nonagesimal em caso de elevação de alíquota de tributos.
Diante dessa decisão, a Abeiva informa que está orientando suas associadas a ressarcir aos consumidores para quem foram vendidos automóveis com preços reajustados de acordo com a alta do IPI. No entanto, aguarda a publicação do acórdão no Diário Oficial da União, para conhecer os procedimentos do ressarcimento.
A entidade informa ainda que, do quadro de 27 marcas associadas, somente três importadoras haviam anunciado mudança em suas tabelas de preços, com repasse parcial dos 30 pontos percentuais da alíquota do IPI. Audi, Porsche e Kia Motors cumprirão a determinação do STF de ressarcimento, após publicação do acórdão, para conhecer os procedimento.
A Abeiva alerta os clientes que adquiriram veículos importados com preços reajustados com o IPI que procurem por sua concessionária para se informar sobre como será feito o ressarcimento, a partir de segunda-feira.
A Abeiva reforça seu compromisso com os consumidores das suas marcas lembrando que desde a alta do IPI sobrecarros importados se posicionou contrariamente à medida por entender que osconsumidores seriam os principais atingidos pelos efeitos do decreto.
A entidade informa ainda que suas 27 associadas são responsáveis por 6% do total das vendas nacionais de automóveis e, do total de carros importados, responde por 25%, sendo os demais 74,6% importados pelas montadoras instaladas no país. Outros importadores respondem por 0,4%. A Abeiva, por meio de suas associadas e redes de concessionárias, emprega 40 mil pessoas no país e deve responder, em 2011, pelo recolhimento de R$ 5,6 bilhões em impostos.
A DIRETORIA
Abeiva – Associação Brasileira das Empresas
Importadoras de Veículos Automotores
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
CARTA ABERTA À PRESIDENCIA DA REPÚBLICA

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Por Textofinal de Comunicação Integrada
Fomos surpreendidos na tarde de quinta-feira 15 de setembro por uma mudança no regime automotivo que fere os interesses do consumidor, as normas básicas do comércio internacional e a Constituição Brasileira. O aumento de 30 pontos percentuais na alíquota do IPI representa na verdade um acréscimo de 120% a 428% sobre as alíquotas ate então vigentes. Significa uma ação protecionista às montadoras locais (que são as maiores importadoras ) e ao mesmo tempo inviabiliza comercialmente o setor de importação de veículos automotores.
Os carros importados pelas 27 marcas que não possuem fabrica no Brasil representam apenas 5,8% do mercado brasileiro no acumulado de janeiro a agosto último. E se considerarmos somente os produtos de nossas associadas que concorrem diretamente com a indústria local, ou seja, até R$ 60 mil por carro , a participação dos importados da Abeiva cai para 3,3%. Logo, argumentar que estas medidas restritivas a veiculos importados proporcionam geração de empregos aos brasileiros e insustentável.
Os carros importados nesta faixa de preço estabelecem um parâmetro mais equilibrado de preços, proporcionando ao consumidor brasileiro acesso a novas tecnologias com condições de mercado mais competitivas. Assim a Abeiva, confiando no bom senso do Governo brasileiro, solicita que o decreto 7567 seja revisto de acordo com a Constituição brasileira e observando as leis internacionais do livre comércio.
Os carros importados pelas 27 marcas que não possuem fabrica no Brasil representam apenas 5,8% do mercado brasileiro no acumulado de janeiro a agosto último. E se considerarmos somente os produtos de nossas associadas que concorrem diretamente com a indústria local, ou seja, até R$ 60 mil por carro , a participação dos importados da Abeiva cai para 3,3%. Logo, argumentar que estas medidas restritivas a veiculos importados proporcionam geração de empregos aos brasileiros e insustentável.
Os carros importados nesta faixa de preço estabelecem um parâmetro mais equilibrado de preços, proporcionando ao consumidor brasileiro acesso a novas tecnologias com condições de mercado mais competitivas. Assim a Abeiva, confiando no bom senso do Governo brasileiro, solicita que o decreto 7567 seja revisto de acordo com a Constituição brasileira e observando as leis internacionais do livre comércio.
NOTA ABEIVA - Governo majora IPI dos carros importados de 120% a 428%

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Por Textofinal de Comunicação Integrada
Diante das medidas anunciadas ontem pelo Governo Federal, dentro do contexto dos incentivos à indústria nacional do programa Brasil Maior, o presidente da Abeiva – Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores, José Luiz Gandini, afirma – em coletiva de imprensa, esta tarde, em São Paulo -, que o aumento de 30 pontos percentuais no IPI – Imposto sobre Produtos Industrializados significa, na prática, uma ação de protecionismo às montadoras locais e, ao mesmo, a inviabilidade comercial do setor de importação de veículos automotores.
“Na prática, os 30 pontos percentuais – por exemplo, de 13% (alíquota do IPI para veículos 1.6 a 2.0 litros) para 43% - significam um aumento médio efetivo de 230% no IPI. Além disso, esse aumento é o equivalente a um aumento drástico dos atuais 35% para 85%, caso tivesse sido imputado à alíquota de importação”, afirma Gandini.
Na avaliação do presidente da Abeiva, os argumentos do ministro da Fazenda, Guido Mantega, de que as medidas contemplam geração de empregos aos brasileiros, são insustentáveis. “Como se explica, então, o fato de os carros importados pela Anfavea estarem sendo beneficiados, enquanto – na realidade – a atividade de importação também é responsável por 35 mil empregos diretos de brasileiros, com investimentos de mais de 1.000 empresários brasileiros que acreditaram no setor de distribuição dos veículos importados”, analisa.
Segundo Gandini, “além de ferir as regras da Organização Mundial do Comércio , as medidas restritivas aos carros importados vão propiciar à indústria local praticar preços que quiserem, na medida em que deixará de ter competitividade, tanto em tecnologia, motorização, atualização de design, mas principalmente em relação aos preços sugeridos aos consumidores brasileiros. Vale lembrar que os carros importados são balizadores de preços em qualquer mercado”.
A perplexidade da Abeiva, aliás, está no fato de os carros importados, das associadas à entidade, significarem somente 5,8%, no acumulado de janeiro a agosto último. “E se considerarmos somente os produtos de nossas associadas que concorrem diretamente com a indústria local, ou seja até a faixa de R$ 60 mil, a participação dos importados cai para 3,3%”, enfatiza Gandini.
E finalmente, o presidente da Abeiva lembrou que “nem a Emenda Constitucional 042, de 19 de dezembro 2003, que dá 90 dias de prazo para entrada em vigor de qualquer alteração na alíquota do IPI, foi respeitada. Assim todo o estoque de veículos importados nos portos brasileiros, em trânsito e outros encomendados nos países de origem, já serão penalizados. Somente o estoque da rede autorizada de concessionárias não terá repasse do aumento do IPI. Assim a Abeiva, confiando na seriedade e bom senso do Governo brasileiro, solicita que o decreto seja enquadrado dentro das leis internacionais do livre comércio e também dentro do previsto pela Constituição brasileira”, concluiu.
“Na prática, os 30 pontos percentuais – por exemplo, de 13% (alíquota do IPI para veículos 1.6 a 2.0 litros) para 43% - significam um aumento médio efetivo de 230% no IPI. Além disso, esse aumento é o equivalente a um aumento drástico dos atuais 35% para 85%, caso tivesse sido imputado à alíquota de importação”, afirma Gandini.
Na avaliação do presidente da Abeiva, os argumentos do ministro da Fazenda, Guido Mantega, de que as medidas contemplam geração de empregos aos brasileiros, são insustentáveis. “Como se explica, então, o fato de os carros importados pela Anfavea estarem sendo beneficiados, enquanto – na realidade – a atividade de importação também é responsável por 35 mil empregos diretos de brasileiros, com investimentos de mais de 1.000 empresários brasileiros que acreditaram no setor de distribuição dos veículos importados”, analisa.
Segundo Gandini, “além de ferir as regras da Organização Mundial do Comércio , as medidas restritivas aos carros importados vão propiciar à indústria local praticar preços que quiserem, na medida em que deixará de ter competitividade, tanto em tecnologia, motorização, atualização de design, mas principalmente em relação aos preços sugeridos aos consumidores brasileiros. Vale lembrar que os carros importados são balizadores de preços em qualquer mercado”.
A perplexidade da Abeiva, aliás, está no fato de os carros importados, das associadas à entidade, significarem somente 5,8%, no acumulado de janeiro a agosto último. “E se considerarmos somente os produtos de nossas associadas que concorrem diretamente com a indústria local, ou seja até a faixa de R$ 60 mil, a participação dos importados cai para 3,3%”, enfatiza Gandini.
E finalmente, o presidente da Abeiva lembrou que “nem a Emenda Constitucional 042, de 19 de dezembro 2003, que dá 90 dias de prazo para entrada em vigor de qualquer alteração na alíquota do IPI, foi respeitada. Assim todo o estoque de veículos importados nos portos brasileiros, em trânsito e outros encomendados nos países de origem, já serão penalizados. Somente o estoque da rede autorizada de concessionárias não terá repasse do aumento do IPI. Assim a Abeiva, confiando na seriedade e bom senso do Governo brasileiro, solicita que o decreto seja enquadrado dentro das leis internacionais do livre comércio e também dentro do previsto pela Constituição brasileira”, concluiu.
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