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quinta-feira, 18 de janeiro de 2024

Carro por assinatura já é mais vantajoso do que comprar à vista ou financiarv

 

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*por Luiz Bonini

O serviço de locação escalou durante a pandemia. No último ano, o faturamento das locadoras no Brasil chegou a R$ 36 bilhões, 109% a mais do que em 2020, segundo dados da Associação Brasileira das Locadoras de Automóveis (ABLA). Uma projeção do BTG aponta para um crescimento superior a 14% ao ano para a modalidade até 2032. 

Entre os fatores que podem explicar o aumento expressivo desse serviço está, em primeiro lugar, a praticidade oferecida aos motoristas de poder alugar um carro a partir de uma hora direto pelo celular, o que agrega na disponibilidade do serviço para ocasiões eventuais do dia a dia. Em paralelo, as assinaturas se tornaram aliadas daqueles que precisam de um automóvel para uma rotina de uso constante e chamam a atenção de quem não pode ou não deseja adquirir um carro, como também, daqueles que optam pelo conforto de não ter que se preocupar com manutenção, depreciação, impostos, seguro e outras despesas recorrentes. A opção atrai clientes também pela possibilidade de ter um carro novo a cada assinatura.

Porém, muitos acreditam que optar por essas facilidades pode custar mais caro do que a aquisição do veículo. De acordo com um levantamento do BTG, assinar um carro pode custar, em média, 40% menos do que uma compra por financiamento e 14% a menos que uma compra à vista.  

Mas, qual a conta para se provar que uma assinatura compensa? 

Primeiro, vamos aos fatos: houve um salto de 90% no preço médio dos automóveis 0KM no Brasil (de R$74.313 para R$140.319) nos últimos 5 anos, segundo a Consultoria Jato Dynamics. Além disso, assistimos, nos últimos 30 meses, ao crescimento da taxa básica de juros da economia (SELIC) de 2% para 13,75%, com a atual queda para 12,25%, o que encarece o custo do financiamento e torna os investimentos de baixo risco, como tesouro direto, mais lucrativos.