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Para o especialista em comércio exterior Jackson Campos, taxação é contraditória e vai contra a bandeira ambientalista levantada pelo governo
Aprovado
recentemente, o imposto seletivo, conhecido como imposto do pecado
refletiu diretamente nos carros elétricos como uma forma de
protecionismo ao mercado interno, mesmo que não exista produção desse
modelo de veículo em território nacional.
Ainda mais em um momento onde os brasileiros passaram a se interessar
mais por estes modelos, e no acumulado de janeiro a maio deste ano, os
carros elétricos representam 3% do total de vendas de veículos no país,
superando pela primeira vez a marca de
1% de vendas.
É
o consumidor brasileiro que acaba pagando pelas estratégias do governo
em aumentar a arrecadação dos impostos. Essa decisão recente afasta
ainda mais o investidor estrangeiro, que tem tido dificuldades de se
manter no país, e prejudica o acesso
para a população a estes modelos.
Para
o especialista em comércio exterior Jackson Campos é uma medida em
desacordo com as pautas ambientalistas pautadas pelo governo. “Por se
falar tanto em medidas verdes, é uma grande contradição é o aumento do
imposto para carro elétrico, ao
mesmo tempo em que há incentivo para carro a combustível fóssil, com
base no Projeto MOVER, sancionado recentemente no Congresso”, afirma o
especialista.
Embora a taxação recente não afete os modelos que já estão à venda no país, as fabricantes, por outro lado, já acenam para o aumento dos preços, dizendo ser difícil não repassar para o consumidor, pelo menos em uma parte, o aumento nos preços. Vale destacar que algumas montadoras haviam previsto movimentos deste tipo, antecipando a importação de diversos modelos para evitar eventuais mudanças nas regras de importação.
