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– Nove em cada dez empresas que utilizam os
regimes especiais, mecanismos previstos na legislação aduaneira para facilitar
e estimular as operações de comércio exterior, já identificaram redução nos
custos e na acumulação de impostos, e a maioria dessas organizações (58%)
acredita que seu nível de competitividade é alto ou muito alto. Esses são
alguns dos principais destaques da pesquisa “Caminhos tributários para a
competitividade”, realizada pela Deloitte, maior organização de
serviços profissionais do mundo, com a Becomex, empresa que utiliza
tecnologia e conhecimento de negócios para lidar com os desafios tributários. O
estudo, que contou com 117 empresas, avalia como a gestão tributária nas
companhias considera os regimes especiais e os incentivos fiscais do setor e da
cadeia produtiva para tornar o negócio mais competitivo.
“O peso e a complexidade tributária podem
afetar diretamente a competitividade das empresas, uma vez que consomem tempo e
recursos e desviam o foco do core business. A pesquisa traz um mapeamento sobre
como as organizações consideram os regimes especiais e os incentivos fiscais
para tornar seus negócios mais competitivos. A falta de conhecimento sobre os
regimes especiais e benefícios tributários faz com que as empresas envolvidas
com operações de comércio exterior percam oportunidades de aumentar eficiência,
previsibilidade e competitividade”, destaca João Maurício Gumiero, sócio-líder
de Market Development da Deloitte.
O estudo aponta que a falta de conhecimento sobre o tema ainda representa um gargalo para a adoção de regimes especiais: 34% das empresas pesquisadas não pretendem adotar a iniciativa. Entre essas organizações, há uma visão de que o investimento não é compensado pelas vantagens, e um desconhecimento sobre os benefícios e os requisitos desses regimes. A pesquisa revela, ainda, que apesar de serem adotadas por apenas 31% das organizações, as novas tecnologias tributárias – fundamentais para que as empresas possam lidar com a complexidade das regras fiscais no Brasil – são a prática de gestão tributária voltada para competitividade que as empresas mais pretendem adotar já em 2021 e no médio prazo. Outra conclusão importante do estudo é que a simplificação do ambiente fiscal no País é vista com expectativa pelas empresas: quase dois terços dos respondentes já consideram a reforma tributária em sua gestão de tributos.
