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*Laércio Soto
Com 2023 no
nosso espelho retrovisor, é hora de olhar para frente e avaliar o rumo
da indústria automotiva. Embora não tenham faltado manchetes no
noticiário sobre as lutas e oportunidades para este setor, ainda existem
alguns tópicos que dominam o
debate internacional.
Por exemplo, a
revolução dos veículos elétricos que todos ansiamos ainda tem vários
obstáculos a ultrapassar, entre os quais, a adoção pelos consumidores.
Estamos assistindo à entrada de alguns novos intervenientes na cena
automotiva mundial, o
que poderá significar boas notícias para os consumidores, mas uma maior
concorrência para os fabricantes da União Europeia e dos Estados Unidos.
E, por último, a supply chain do setor automotivo continua a ser analisada minuciosamente, em
grande parte devido aos desafios trazidos à luz pela recente pandemia.
O setor
automotivo está passando por grandes mudanças, principalmente quando o
assunto é sustentabilidade e tecnologia. Esses dois pilares irão reger o
mercado de autos, que, em 2023, sofreu com a crise da falta dos chips
semicondutores, devido à
guerra entre Rússia e Ucrânia, que ainda não terminou.
O setor automotivo é afetado por regulamentações ambientais cada vez mais rigorosas. Adaptação a padrões mais ecológicos pode representar desafios tecnológicos e de investimento. O maior “case” do setor automotivo há algum tempo tem sido a eletrificação dos veículos. No entanto, parece que o movimento EV sofreu uma espécie de “choque de realidade” no que diz respeito à velocidade de adoção pelo consumidor. O final de 2023, a América do Norte assistiu a uma retração acentuada no sentimento do consumidor em relação aos VE, sinalizando aos Fabricantes de Equipamento Original (OEM) que a velocidade de aceitação dos veículos pode ser uma jornada mais longa do que o previsto.
