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Foto: Marcus Lauria
Os carros elétricos estão no centro das atenções neste momento em países da
Europa e América do Norte. Mas será que a realidade de outros continentes é a
mesma para o Brasil e América do Sul?
Posso dizer que enquanto outros centros olham, com razão, para este nicho de
mercado, por aqui o esforço ainda está em desenvolver soluções tecnológicas para
os carros a combustão. Por mais que veículos híbridos e elétricos já sejam vistos
nas ruas, a parcela ainda é muito pequena.
A frota brasileira fechou o ano passado com aproximadamente 120 milhões de
veículos, sendo mais da metade somente de automóveis. Em quase duas décadas,
por exemplo, o número de veículos registrados no país praticamente dobrou. O
estudo foi feito pelo Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT) com
base no Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) de 2023.
A perspectiva atual de produção no Brasil é de três milhões de carros a combustão
para cem mil, no máximo, entre híbridos e elétricos. Olhar para as tendências
globais e adaptá-las à realidade local é um grande desafio.
Os adesivos para baterias convencionais de carros existem há cerca de 20 anos,
com soluções muito semelhantes. Entrar em um mercado já estabilizado só faz
sentido se for para oferecer algo diferenciado, e isso foi feito pela Henkel há quase
dois anos, com um produto capaz de oferecer menor quantidade aplicada por
bateria e temperatura de aplicação mais baixa.
