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Pesquisa realizada pelo aplicativo Papa Recall, que alerta o motorista se o automóvel cadastrado tem defeito de fabricação, mostra que no primeiro semestre deste ano o Mercedes AMG G63, avaliado em R$ 1,2 milhão, segundo a tabela Fipe, esteve envolvido em quatro campanhas, o maior número compreendendo um único modelo. Produzido desde os anos 1970, seus proprietários foram convocados para correção de defeitos de fabricação em portas dianteiras, turbocompressor, módulo de travamento diferencial traseiro e trava de segurança infantil traseira.
A Mercedes foi a montadora que mais realizou campanhas no primeiro semestre, marcado pela pandemia e o isolamento social. A empresa alemã foi responsável por 6 do total de 34 chamamentos realizados por 18 montadoras e que envolveram 85 modelos únicos de carros de passeio e comercial leves. O número de companhias participantes representa queda de 21% em relação a igual período do ano passado, enquanto o total de modelos foi 36% menor. O Papa Recall ressalta que não houve campanhas em maio.
As 18 empresas correspondem a 43% das montadoras constantes na base de dados do Papa Recall, um índice que aponta para redução de 13% em referência ao mesmo semestre de 2019. Os três primeiros lugares entre as que mais realizaram campanhas foram ocupados por quatro montadoras: Mercedes Benz, como mencionado, BMW (4), Porsche (4) e Fiat (3). Juntas, responderam por metade de todos os chamados.
O teto solar foi alvo de duas campanhas da Mercedes Benz. Uma envolveu o modelo A250 Vision 2018. A outra foi dirigida a modelos das linhas C, AMG, E, CLK e CLS. Outros recalls dessa montadora tiveram o objetivo de corrigir eventuais defeitos nas portas dianteiras (AMG G 63 – 2018), turbocompressor (modelos AMG, E, S e G63), módulo de travamento do diferencial traseiro (AMG G 63 -2018 e 19) e trava de segurança infantil das portas traseiras (AMG G63).

