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Quando se pensa nas partes de um automóvel, é provável que a maioria das pessoas cite o motor, o radiador, a bateria, as rodas e vários outros componentes antes de se lembrar dos cabos elétricos.
Embora sejam pouco lembrados, os cabos que formam os circuitos elétricos de um carro proporcionam o funcionamento da maioria dos itens de conforto e segurança, sem os quais não conseguiríamos sequer ligar os veículos.
Essa talvez seja a principal semelhança entre os cabos de energia residenciais e os automotivos: conectar dispositivos que proporcionam conforto e segurança para os usuários. As semelhanças, no entanto, param por aí.
“Tanto os circuitos residenciais quanto os automotivos trabalham em baixa tensão, mas nos veículos a tensão é ainda menor, pois estamos falando em algo entre 24 e 12V em corrente contínua (DC), enquanto nas instalações domésticas temos o 127 e 220V em corrente alternada (AC)”, explica Rubens Campos, gerente comercial do Grupo Prysmian.
“A seção e o peso dos cabos automotivos também é bem menor, podendo chegar até a 0,13 mm². Você vai encontrar cabos mais grossos, de 10 até 16 mm², somente em circuitos como o da bateria, pois essa é a principal fonte de alimentação do veículo”, completa.
