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quarta-feira, 29 de maio de 2019

Nova fase desafia a indústria automotiva


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 *Por Mauro de Souza Paraíso

A indústria da mobilidade vivencia um cenário de grandes desafios, com perspectivas de profundas mudanças em produtos e modelos de negócios. Após 133 anos de desenvolvimento do motor a combustão, a engenharia vislumbra, em médio prazo, uma transformação no powertrain do veículo, que avança rumo à eletrificação, sobretudo, em países do hemisfério norte.

Nesse contexto, algumas possibilidades se abrem para o Brasil, como aproveitar a experiência em motores a combustão para se tornar centro de referência mundial nesta área, com uso de combustíveis renováveis, como alternativa à mobilidade elétrica. Em paralelo, o País tem condições de contribuir com a tendência da eletrificação enquanto país fabricante de componentes.

Materiais e processos de fabricação exercem papel fundamental nos processos de inovação. Além de contribuírem para o atendimento de requisitos como segurança, eficiência energética e durabilidade, causam forte impacto sobre o custo do produto. Para ilustrar, um caminhão leve demanda mais de duas toneladas de diferentes materiais e um extrapesado pode requerer cinco vezes mais.

terça-feira, 30 de outubro de 2018

Artigo | Rota 2030 - O que podemos esperar para o setor automotivo nos próximos anos?

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*Por Alexandre Ponciano

Com o fim do Inovar Auto em 2017, o Rota 2030 foi concebido com a diretriz de buscar a modernização da frota brasileira e atender exigências internacionais, às quais não eram consideradas pelo antigo programa criado no governo Dilma Rousseff. O novo programa visa estabelecer regras para os veículos produzidos e comercializados no Brasil nos próximos 15 anos, bem como os investimentos necessários para melhorar toda a cadeia automotiva do Brasil, definição de metas de eficiência energética, itens de segurança que se tornarão obrigatórios e novas tecnologias a serem aplicadas nos veículos.

Divido em três fases, o período de 2018 a 2022 contempla iniciativas onde o governo deverá alcançar uma meta de 12% de avanços em eficiência energética nos veículos do dia a dia e comerciais leves. A proposta seria uma média de 1,62 MJ/km emitidos por carros de passeio. Porém, dentre as muitas vertentes do setor automotivo que o Rota 2030 deverá impactar, gostaria de me ater ao que muda (ou não) para o segmento de autopeças.

De uma maneira geral, o programa tem preocupações de fortalecer o desenvolvimento do setor de autopeças, por meio de incentivos como a capacitação da cadeia de fornecedores, realizada em parcerias com a iniciativa privada e pública. Além disso, podemos esperar um esforço no sentido de simplificar nosso sistema tributário, algo moroso e que acaba impactando negativamente o caixa dos empreendedores do setor.

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Automóvel: amigo ou vilão da mobilidade urbana?


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*Por Roberto Cerdeira,

A mobilidade urbana é, definitivamente, o grande desafio das metrópoles contemporâneas em todas as partes do mundo. Durante o século passado vimos o automóvel se consolidar como uma solução ideal para a necessidade de transporte da época, chegando a se tornar o verdadeiro sonho de consumo popular. Hoje, porém, com o aumento desenfreado da frota de carros e o surgimento de problemas como excesso de trânsito e poluição, o cenário parece ser um pouco diferente. O automóvel já não é mais o mocinho da história.

As cidades estão, cada vez mais, se adaptando com base no que chamamos de integração modal – conceito que traduz a oferta de uma solução eficiente de circulação urbana, desenvolvida com base em diferentes modalidades de transporte (modais) interconectadas entre si. A partir desse conceito, não apenas algumas soluções coletivas tradicionais como ônibus e metrô ganharam ainda mais força, como também entraram em cena a facilitação e o incentivo a meios alternativos. É o caso da bicicleta, cujo uso vem sendo estimulado por meio do aumento no número de ciclovias e do surgimento de sistemas de bicicletas públicas, que podem ser emprestadas ou alugadas. Mas e os automóveis, como se encaixam nesse contexto?

O fato é que o mercado automobilístico encontra-se hoje em meio a uma verdadeira revolução. Se por um lado tecnologias como os carros elétricos e autônomos prometem proporcionar soluções infinitamente mais sustentáveis e confortáveis, por outro, sistemas de carona e carros compartilhados também modificam a forma como as novas gerações utilizam este meio de transporte. Apesar de todas essas influencias e incertezas, uma coisa é certa sobre o futuro dos carros: eles não vão desaparecer. E sabendo disso, é necessário estarmos devidamente preparados para conduzirmos o futuro das nossas frotas da melhor maneira possível.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Atualização do Código de Trânsito Brasileiro aumenta tempo de suspensão da CNH de motorista infrator


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Os motoristas que somam 20 pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) ficam agora por, no mínimo, 6 meses com o documento suspenso – antes essa punição era de 1 mês. E se houver reincidência dentro do período de um ano, a suspensão pode chegar a até dois anos. A alteração faz parte da recente reforma aplicada ao Código de Trânsito Brasileiro (CTB), que entrou em vigor em novembro de 2016. Nessa situação, o motorista precisará passar por uma reciclagem para conseguir recuperar a habilitação. Também será punido com a suspensão da CNH quem for flagrado dirigindo embriagado ou disputando racha.

Segundo o Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran- SP), apenas nos seis primeiros meses de 2016, 195.514 motoristas tiveram suas CNHs suspensas. A Procondutor, empresa que atua no mercado de formação e capacitação de condutores, registra, somente em São Paulo, em média, 36 mil matrículas mensais para os cursos de renovação e reciclagem.

Algumas autoescolas já adotam aulas teóricas mais modernas para os condutores que precisam passar pela reciclagem da CNH. As matérias dispõem de recursos multimídia personalizados que se adaptam às necessidades dos candidatos. Dessa forma é possível reforçar conceitos-chave e promover um processo de reeducação direcionado e efetivo.

quarta-feira, 13 de abril de 2016

A blindagem veicular e a sua influência sobre os pneus



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Quando se fala sobre a relação entre pneus e blindagem automotiva, a primeira coisa que vem à cabeça é que os pneus são um ponto vulnerável na segurança do veículo.

A realidade, porém, é que há muitos mais pontos que devem ser considerados nesse processo, entre eles a alteração no comportamento dinâmico do veículo, bem como a aceleração da taxa de desgaste dos pneus por conta da carga adicional. Não podem ser esquecidos também itens como a alteração do índice de carga e da pressão de trabalho, que podem ser necessárias.

Não são raros os questionamentos sobre o desgaste mais acelerado dos pneus em veículos blindados. Muitos usuários se queixam de que os pneus chegam prematuramente ao final de sua vida útil. O fato é que os veículos mais pesados demandam mais de seus pneus. É necessária maior aderência para acelerar, para frear e para manter a trajetória em curvas, o que acaba por aumentar o desgaste e aquecer mais os pneus. A pergunta natural que vem na sequência é: quanto maior é esse esforço adicional?

A Física pode nos ajudar a responder essa questão. “Vamos considerar um veículo de 1.500 kg viajando a 110 km/h. Se ele frear fortemente até uma parada total, os pneus dianteiros podem experimentar uma força aproximada de 613 kgf cada um. Em uma situação idêntica, esse mesmo veículo, com 300 kg adicionais de blindagem, passa a aplicar 735 kgf em cada um dos pneus dianteiros, um acréscimo de força de 20%. E aqui estamos falando apenas da situação de frenagem”, explica Rafael Astolfi, gerente de Assistência Técnica da Continental Pneus Mercosul. Ele lembra ainda que quanto mais pesado o veículo, mais intensa será a força aplicada aos pneus durante os impactos.

Teoricamente, devemos aumentar a pressão do pneu em 0.1 bar a cada 20 kg de carga adicionais. Considerando que a blindagem altera a distribuição de peso entre os eixos do veículo e que os pneus originais sejam mantidos, pode-se estimar que é necessário aumentar a pressão dos pneus traseiros em, no mínimo, 0.5 PSI a cada 100kg de blindagem adicionada. Porém devemos avaliar também o aumento de pressão que pode ser necessário para adaptar o comportamento dinâmico do veículo, o que certamente demandaria ainda um aumento na pressão dos pneus dianteiros.

Após essa constatação, o usuário necessita ainda observar com cuidado a solução que será aplicada ao pneu contra perfurações. A alternativa mais adequada para os veículos blindados são os pneus runflat, aqueles que possuem insertos de borracha rígida em seus flancos, tornando-os aptos para rodar mesmo com pressão relativa igual a zero, como os pneus SSR (Self-Supporting Runflat) da Continental, que não dificultam o balanceamento nem a montagem e ainda podem ser utilizados em rodas convencionais, sem a necessidade de adaptação.

Fonte: MLP Assessoria de Imprensa

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

O que falta para a produção de carros elétricos no Brasil



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Por Ronaldo Mazará Jr.*

Não restam dúvidas quanto aos efeitos benéficos da Resolução 97 da Câmara de Comércio Exterior (Camex) que isenta automóveis elétricos, elétricos-plug-in e movidos a hidrogênio do imposto de importação, cuja alíquota de 35% onerava o custo e os preços em relação aos dos veículos a combustão.

A medida tira uma grande carga dos preços dos veículos elétricos e poderá melhorar a oferta da tecnologia aplicada principalmente ao modelo de propulsão elétrica no Brasil.

É um atrativo a novos investimentos para a produção nacional de veículos de alta eficiência energética, baixo consumo e emissões, que vem muito a calhar. Um exercício rápido de cálculo mostra que o preço de um Toyota Prius poderá baixar de aproximadamente R$ 113.000 para R$ 74.000 e um BMW i3 de aproximadamente R$ 225.000 para R$ 147.000.

Os ventos parecem mesmo soprar a favor. Na mesma semana em que a Camex decidiu pela isenção do Imposto de Importação, a Comissão de Meio Ambiente do Senado aprovou projeto para isenção total do IPI aos elétricos a bateria ou híbridos a etanol produzido no Brasil, que inclui peças importadas e equipamentos de recarga. Parece fantástico se considerarmos que atualmente os híbridos e elétricos são taxados em até 25%, e os nacionais a combustão de 1.0 litro até 2.0 litros em 11%.

O que falta então para encorajar o desenvolvimento da indústria local? Os desafios existem e, particularmente no Brasil, envolvem, por exemplo, a proliferação de postos de recarga e incentivos à geração individual de energia elétrica, como os que já existem em países da Europa e nos Estados Unidos onde se admite a possibilidade do abatimento da energia excedente ao ser devolvida à rede (abatida da próxima conta de luz). Aqui onde há insolação e vento praticamente o ano todo, bem que poderiam ser criados estímulos ao uso de células fotovoltaicas e geradores eólicos, cujos custos estão caindo muito rapidamente a medida que seu uso se massifica mundialmente.

Outro ponto a ser discutido é o do desenvolvimento de mão de obra especializada de engenharia para o desenvolvimento ou adaptação local desse tipo de veículo no País.

No futuro não haverá apenas carros a combustão, nem só elétricos. Certamente as tecnologias serão aplicadas onde fazem mais sentido, e o consumidor saberá distinguir as vantagens dos elétricos e híbridos sobre os convencionais, que vão além da energia mais barata e limpa - podem ser mais duráveis e de mais baixo custo de manutenção. Acredito que a relação custo-benefício definirá facilmente a decisão de compra.


Ronaldo Mazará Jr. é engenheiro e membro da Comissão Técnica de Veículos Elétricos e Híbridos da SAE BRASIL

Fonte: Companhia de Imprensa

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Sono e distrações ao volante podem ser fatais


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*Milton Corrêa da Costa

   Além do sono, outros comportamentos ao volante provocam distração e desatenção e colocam motoristas em situação de risco, sendo causas de graves acidentes no trânsito. Aí estão as dicas para a máxima atenção ao volante:


SONO

– Não prossiga dirigindo se estiver com sono. Faça uma pausa na direção, lave o rosto num posto de abastecimento, estique a perna, tome um café. O sono tem sido causa de inúmeros acidentes fatais.
– Caminhoneiros são submetidos à privação de sono tomando medicamentos (‘rebite’) para não dormir e dirigem horas e horas seguidas. O perigo é que depois ficam lentos e desatentos, tomados pelo cansaço e esgotamento físico e mental.

SOM

– Deixe para aprender a mexer no rádio com o carro parado.
– Procure selecionar, ainda com o carro parado, um CD ou uma estação de rádio para ouvir durante toda a viagem.
– Não dirija com música muito alta. Ela encobre o som de buzinas de outros veículos ou do apito do agente de trânsito.

CIGARRO

– Tente reduzir a quantidade de cigarros quando estiver dirigindo. O correto é não fumar, pois dirigindo com uma das mãos é proibido pela lei de trânsito exceto para passar as marchas, efetuar sinais regulamentares de braço ou for acionar as setas ou dispositivo de iluminação do veículo. É bom lembrar que o cigarro desvia a atenção do trânsito e limita a mobilidade do condutor numa rápida decisão que precise tomar.
– Se ainda assim insistir em fumar, jogue as cinzas no cinzeiro do carro, O vento devolve para o corpo do motorista as cinzas lançadas pela janela do carro sendo causa de inúmeros acidentes.

PRODUTOS DE BELEZA

– Não dá para retocar a maquiagem ou o cabelo e manter a atenção no trânsito. Pare o carro para se embelezar.
– O espelho do para-sol só deve ser usado quando o veículo não estiver em movimento.

LEITURA
– Deixe o carona consultar o mapa ou o GPS. Se estiver sozinho pare num local seguro.
– No caso do jornal ou livros, deixe para lê-los em casa.

PASSAGEIROS

– Não é preciso olhar para o carona o tempo todo enquanto se conversa.
– Não discuta ao volante. A exaltação pode tirar a concentração necessária ao ato de dirigir.
– Se for namorar, pare o carro. Carinhos costumam distrair quem dirige.

ANIMAIS

– Mantenha-os no banco traseiro e peça para que os passageiros do veículo o vigiem o tempo todo.
– Animal é como criança. É preciso deixá-lo bem seguro dentro do carro.

ÁLCOOL E ALIMENTAÇÃO

– Padronize o local onde vai colocar a comida e o suco, a água ou o refrigerante, deixando sempre perto e ao alcance das mãos mesmo fazendo uso do cinto.
– De preferência só os consuma quando estiver estacionado, pois sempre precisará tirar uma das mãos do volante e assim infringindo a norma de trânsito.
– Alimentos devem ficar firmes para não cair, o que desvia ainda mais a atenção.
– Guarde a bebida em recipientes com tampa, isso evita que ela derrame.
– Se for dirigir jamais ingira bebida alcoólica. Lembre-se que a lei de trânsito é extremamente rígida com motoristas flagrados alcoolizados. Além da multa de (R$ 1915,40) o condutor que infringir a lei terá ainda a CNH suspensa por um ano e obrigatoriedade de frequência a curso de reciclagem. O erro máximo permitido  no bafômetro (etilômetro) é de 0,04 miligramas de álcool por litro de ar expelido dos pulmões. A partir daí configura-se a infringência à lei de trânsito.

CINTO DE SEGURANÇA

Lembre-se que todos os passageiros do carro, à exceção das crianças que são regidas por legislação específica, têm que fazer uso do cinto de segurança, inclusive os do banco traseiro. O não uso do cinto de segurança implica em infração de natureza grave com perda de 5 pontos na carteira, além da multa.


CRIANÇAS

– Antes de andar com o carro é importante ter certeza de que as crianças estão sendo conduzidas de acordo com o estabelecido na Resolução Contran 277/08, observadas as faixas etárias e o dispositivo de retenção usado,quer seja bebê conforto, as cadeirinhas, os assentos de elevação ou o próprio cinto de segurança. Em caso de dúvida acesse o site do Contran e leia as instruções constantes na citada legislação.
– Lembre-se, crianças menores de dez anos de idade têm que ser transportadas no banco traseiro do veículo.
– Na hipótese do número de crianças com idade inferior a dez anos exceder a capacidade de lotação do banco traseiro, será admitido o transporte daquela de maior estatura no banco dianteiro, desde que utilize o cinto de segurança do veículo ou o dispositivo de retenção específico.
– Tente não se meter na briga das crianças. Se precisar pare o automóvel num local adequado para acalmar os ânimos.
– Não regule o retrovisor interno para ficar tomando conta dos pimpolhos no banco traseiro. O espelho serve para monitorar o que se passa no trânsito, à sua retaguarda, durante o trajeto.

CELULAR

– Digitar um número de telefone celular ou uma mensagem desconcentra o motorista por alguns segundos, o suficiente para tirar a atenção do trânsito. Você percorre com o carro alguns metros, dependendo da velocidade desenvolvida, sem que preste a devida atenção ao que se passa a sua frente. Um grave risco.
– Quem está com o celular ao ouvido, dirigindo com uma só das mãos, ou tocando em suas teclas ou telas, fatalmente tem a atenção reduzida no trânsito. Tal comportamento – infração média com perda de 4 pontos na carteira – tem sido causa de graves acidentes

ARMA MORTÍFERA

O carro continua sendo, pois, uma perigosa e permanente arma mortífera. Dirija (sempre) com atenção e os cuidados indispensáveis à segurança de trânsito. Preserve a vida. Se beber não dirija. Use o cinto de segurança. Quando estiver dirigindo não faça uso do celular ou tablet.

Milton Corrêa da Costa é tenente coronel reformado da PM do Rio de Janeiro e articulista da Associação Brasileira de Educação de Trânsito (ABETRAN). Preside, há mais de 20 anos, a 3a Junta Administrativa de Recursos de Infrações do DETRAN/RJ