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A presença de água em tanques que armazenam gasolina aditivada com etanol — situação recorrente em diferentes regiões do país — tem causado uma preocupação crescente no setor: a separação de fases, processo químico que altera a qualidade do combustível e pode comprometer toda a operação de um posto. Para enfrentar esse problema, a Gilbarco Veeder-Root desenvolveu uma tecnologia que detecta o fenômeno ainda no estágio inicial, permitindo ações preventivas e reduzindo riscos para revendedores e consumidores.
O que é a separação de fases
A separação de fases ocorre quando a água, ao entrar em contato com a gasolina que contém etanol, ultrapassa o limite de solubilidade da mistura. Parte desse etanol é arrastada para o fundo do tanque junto à água, formando uma camada intermediária — uma solução de etanol + água.
Essa camada não é captada por boias tradicionais de detecção de água, porque possui densidade diferente da água pura, o que deixa os sistemas de monitoramento com um “ponto cego”.Na prática, isso significa que o tanque pode estar contaminado sem que o operador receba qualquer aviso do sistema automático de medição.
Consequências para a operação dos postos
Quando o combustível fora de especificação chega às bombas, os impactos são imediatos: motores danificados, filtros entupidos, perda de gasolina vendável e risco de autuações por não conformidade com padrões da ANP.
Além disso, o acúmulo dessa mistura pode acelerar a corrosão de tanques e tubulações, aumentar a necessidade de manutenção e gerar descarte obrigatório de grandes volumes de combustível.
O problema também afeta a reputação do posto e das bandeiras revendedoras, já que episódios de contaminação costumam resultar em reclamações e perda de confiança por parte dos consumidores.
Tecnologia de detecção precoce
Para reduzir esses riscos, a Gilbarco Veeder-Root incorporou ao seu portfólio o kit de boia de separação de fases, desenvolvido para operar em conjunto com as sondas TLS-4 e MAG Plus.
A tecnologia utiliza duas boias de densidades distintas — uma para identificar água pura e outra para detectar a camada etanol/água. Assim que o sistema reconhece o início da separação, envia um alerta automático ao console, permitindo a interrupção do abastecimento e a adoção de medidas preventivas, como inspeção do tanque e análise do combustível.
Além de ampliar a segurança da operação, o equipamento contribui para a longevidade dos ativos, reduz o risco de interdição e se integra ao sistema já existente, sem a necessidade de alterações estruturais nos tanques.
A solução já está disponível para operações que utilizam sistemas de medição TLS-4, podendo substituir boias convencionais como parte de um upgrade de proteção.

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