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A K.LUME Consultoria está divulgando hoje um relatório que mostra o comportamento do mercado automobilístico brasileiro seccionado por tipos de combustível. O levantamento inclui percentuais de vendas de carros e comerciais leves desde 2018. A consultoria avaliou as vendas de todos os veículos novos emplacados no país com motores bicombustíveis (flex), gasolina, diesel, híbridos e totalmente elétricos.
Um dos resultados mais característicos aparece no sensível encolhimento dos modelos flex. Eles são naturalmente a esmagadora maioria dos automóveis e comerciais leves vendidos no Brasil, mas seu share já foi bem maior. Lançados no início de 2003, os veículos flex rapidamente ganharam mercado atingindo quase que a totalidade dos veículos produzidos no Brasil, salvo raríssimas exceções.
Dentre os automóveis de passeio, em 2018, os modelos flex possuíam 93,7% das vendas. O lançamento do Toyota Corolla híbrido no final de 2019 deflagra esse processo. Ele e alguns outros veículos importados pressionaram os veículos flex para níveis próximos dos 90%.
A chegada dos eletrificados chineses em 2023, contudo, movimentou ainda mais o mercado. “BYD e GWM passaram a comercializar veículos eletrificados com maior volume e este mercado cresceu significativamente. Em 2023, os bicombustíveis representavam 89,71% das vendas. 2024 atingiram 85,39% e no acumulado de janeiro a novembro de 2025, os flex caíram para 80,35%. Além disto, outras marcas chegaram e a indústria local, a Stellantis, passou a disponibilizar 4 modelos híbridos, alterando as médias históricas. Para se ter uma ideia das mudanças, em 2018 apenas 0,19% do mercado era eletrificado e este ano atingimos 13,46% de eletrificação”, aponta o consultor automobilístico Milad Kalume Neto.
