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Com a evolução da eletromobilidade no
Brasil, aspectos técnicos antes considerados secundários nos veículos a
combustão ganham nova importância — como é o caso do sistema de
arrefecimento. Em live promovida pela Valvoline™, referência global em
tecnologia de lubrificantes e fluidos automotivos, o especialista Nelson
Fernando, da NEO – Beyond Automotive Consulting, parceiro técnico da
marca, detalhou os desafios e cuidados exigidos pelo controle térmico em
veículos elétricos e híbridos.
Ao contrário dos modelos convencionais,
que contam com um único circuito térmico, os veículos eletrificados
operam com múltiplos sistemas simultâneos — incluindo bateria,
inversores, conversores, motor elétrico e compressor do ar-condicionado —
cada um com sua própria faixa de temperatura ideal. “O sistema térmico é
um dos maiores desafios tecnológicos dos eletrificados. Ele exige
fluido adequado e conhecimento técnico para preservar o desempenho, a
segurança e a vida útil dos componentes”, afirmou Nelson.
A bateria, por exemplo, opera entre 10
°C e 40 °C de temperatura, sendo que o intervalo entre 25 °C e 28 °C é o
ideal para ela trabalhar. Já os inversores e conversores trabalham em
torno de 60 °C, enquanto o motor elétrico pode atingir 120 °C. Nos
híbridos, o desafio se amplia com a presença do motor a combustão, que
exige um circuito separado.
Além das diferenças térmicas, os
veículos eletrificados contam com sistemas cada vez mais sofisticados,
compostos por sensores, válvulas eletrônicas, bombas elétricas e módulos
de controle. Nesse contexto, o fluido precisa ser compatível com
materiais sensíveis, como alumínio, plásticos técnicos e componentes
eletrônicos. O uso inadequado pode causar corrosão, formação de bolhas,
falhas elétricas e até incêndios em caso de vazamentos.
