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sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

Remoção inadequada de piche e cola pode danificar pintura do veículo

 

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Resíduos de piche e cola figuram entre as incrustações mais difíceis de serem removidas da pintura automotiva, especialmente em veículos que circulam com frequência por áreas em obras viárias ou que utilizam adesivos por longos períodos. Embora comuns, essas contaminações exigem procedimentos específicos, já que métodos inadequados de remoção podem causar riscos, manchas e danos irreversíveis ao verniz.

O piche tende a se fixar nas áreas mais baixas da carroceria, como laterais, para-lamas e caixas de roda, enquanto a cola de adesivos, ao longo do tempo, endurece e se torna resistente à lavagem convencional. Um dos erros mais recorrentes, segundo profissionais da área, é tentar eliminar esses resíduos por abrasão, sem considerar a eficiência dos produtos específicos para essas situações.

De acordo com Paulo Henrique Nobre, químico e diretor técnico da Vonixx, esse tipo de contaminação requer abordagem técnica adequada. “Piche e cola não devem ser removidos por esforço mecânico. O uso de produtos formulados para agir quimicamente sobre esses resíduos é essencial para reduzir o risco de riscos e preservar o verniz”, afirma.

A recomendação técnica é iniciar o processo com a lavagem da superfície, a fim de remover partículas soltas que possam provocar danos durante a limpeza. Na sequência, devem ser aplicadas soluções específicas capazes de amolecer o piche e a cola, permitindo a remoção com pano de microfibra e movimentos suaves, sem pressão excessiva.