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Se antes era visto apenas como um coadjuvante nos motores a combustão, o aditivo de radiador assume um papel cada vez mais central na eletrificação automotiva. Responsável por manter a temperatura estável em diferentes condições, esse fluido é essencial não apenas para motores tradicionais, mas também para baterias e sistemas híbridos, que demandam resfriamento ainda mais complexo e eficiente.
Assim como acontece com notebooks e celulares que aquecem durante o carregamento, as baterias de veículos elétricos também geram calor. Para evitar falhas, perda de desempenho ou riscos de segurança, o aditivo de radiador percorre uma rede de canais complexos, garantindo o equilíbrio térmico de centenas de células.
O fluido de radiador tem como base derivados de álcool, como o monoetilenoglicol e o dietilenoglicol. Essa composição garante duas funções essenciais: evitar que o sistema congele em baixas temperaturas e impedir a fervura quando a carga térmica é alta. Depois, entram os pacotes de aditivos — a chamada química HOAT (Hybrid Organic Acid Technology). Essa tecnologia combina ácidos orgânicos com aditivos minerais e cria uma camada protetora contra corrosão, especialmente em peças de alumínio como radiadores e bombas d’água.
“O sistema de arrefecimento dos veículos eletrificados é ainda mais sofisticado do que nos motores a combustão, justamente pela necessidade extrema de precisão no controle térmico. Sem o aditivo de radiador, simplesmente não seria possível garantir a performance, a durabilidade e a segurança de baterias e motores elétricos”, explica Vinicius Alberti, gerente regional da Valvoline.
Avanços tecnológicos e manutenção
