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terça-feira, 29 de julho de 2025

Raros caminhões FNM que ajudaram no desenvolvimento do Brasil serão os veículos-destaque da Expoclassic 2025

 

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Dois caminhões FNM que tiveram papel fundamental no desenvolvimento da economia brasileira serão destaque na Expoclassic 2025. Os modelos D9 e D11 ocuparão a ilha central da maior mostra de veículos antigos em área coberta do Brasil, que ocorrerá de 22 a 24 de agosto nos pavilhões da Fenac, em Novo Hamburgo, região metropolitana de Porto Alegre (RS). Ambos são muito raros: o D9 é o único rodando no Brasil, enquanto o D11 conta com apenas 6 unidades no País. Nesta edição, a exposição estima reunir mais de 1.000 veículos e 24 mil visitantes. Uma das novidades é a venda on-line de ingressos, que já podem ser adquiridos pelo link www.tktr.com.br/evento/expoclassic2025.

A FNM (pronuncia-se Fenemê), sigla para Fábrica Nacional de Motores, foi a primeira montadora brasileira de caminhões. Fundada em 1942 em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, tinha inicialmente a meta de produzir motores de avião e apenas em 1949 é que começou a montagem de caminhões sob licença da italiana Isotta Fraschini e, posteriormente, da também italiana Alfa Romeo. Após o seu auge nas décadas de 1960 e 1970, período em que tornou-se a maior fabricante de caminhões pesados do Brasil, em 1977 foi adquirida pela Fiat, passando a chamar-se Fiat Diesel. Em 1985, após 78 mil unidades terem deixado a linha de montagem, a produção dos caminhões FNM foi encerrada pela Fiat.

O caminhão FNM vermelho e branco que estampa o cartaz da Expoclassic 2025 é um D-9500 cabine Brasinca, fabricado em 1955. É o único desse ano rodando em perfeito estado no Brasil. Equipado com motor diesel italiano de 9.5 litros e 6 cilindros em linha, desenvolve 130 cv de potência e 60 kgfm de torque, atuando em conjunto com o câmbio manual de 4 marchas. A transmissão, aliás, conta com duas alavancas: uma para as marchas principais e outra menor, no painel, para as reduzidas. Como a segunda alavanca fica do lado direito do volante, é preciso que o motorista utilize as duas mãos e, em algumas circunstâncias, até mesmo o cotovelo para fazer as mudanças. Essa coreografia é uma atração à parte na condução do caminhão, exigindo habilidade e sincronia. Ao lado, há uma segunda alavanca com a função “freio de montanha”. Durante muitos anos, este exemplar do D-9500 foi utilizado no transporte de madeira para exportação na cidade de Perolândia, em Goiás.

Já o FNM verde do folder é um D11 cabine Metro fabricado em 1958. Há apenas 6 desses no Brasil. É equipado com motor brasileiro diesel de 11 litros e 6 cilindros em linha, gerando 150 cv de potência e 67 kgfm de torque. O propulsor está acoplado à transmissão manual de 4 marchas, também composta por duas alavancas. Essa unidade foi utilizada no Porto de Vitória, no Espírito Santo, e posteriormente no município de Tombos, Minas Gerais. 

Ambos os caminhões pertencem ao empresário paulistano Osvaldo Tadeu Strada, 68 anos, conhecido no meio como “Rei dos FNM”. “É uma satisfação muito grande ter esses veículos estampados no cartaz da Expoclassic, divulgando e preservando a história da FNM, pioneira na fabricação de caminhões no mercado nacional”, enfatiza. O colecionador levará, ainda, um terceiro FNM, de cor cinza, ano 1958, do mesmo modelo D11 do caminhão verde. Strada participou de todas as últimas 10 edições da mostra gaúcha e já confirmou novamente presença neste ano. Além de rever os amigos, vai conversar e interagir com os fãs da marca.