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O Brasil registrou mais de 6 mil mortes no trânsito em 2024. Embora a responsabilidade dos motoristas seja central para evitar acidentes, especialistas reforçam que a segurança viária também depende da qualidade da infraestrutura urbana. Buracos, sinalizações apagadas, placas encobertas e até veículos abandonados estão entre os problemas que ampliam os riscos de colisões e atropelamentos. Esses fatores podem ser monitorados e corrigidos de forma mais eficiente com o apoio da tecnologia.
Um levantamento realizado pela Mapzer, empresa especializada em monitoramento urbano por inteligência artificial, mostrou a dimensão desse cenário. Em 11 cidades de seis estados brasileiros, foram mapeadas mais de 538.822 irregularidades ligadas ao trânsito. Entre elas, 54,5% correspondiam a veículos abandonados ou estacionados em calçadas, 35% à sinalização horizontal irregular ou inexistente e 10,5% a placas danificadas, ausentes ou cobertas.
Para Pierre Damasio, gerente comercial da empresa, os dados reforçam a necessidade de tratar a infraestrutura com a mesma prioridade que se dá à educação dos motoristas. “Não se trata de retirar a responsabilidade do condutor, mas de reconhecer que até mesmo o motorista mais cuidadoso está vulnerável quando a via apresenta condições adversas. Cada faixa apagada pode ser um risco evitável com manutenção preventiva”, afirma.
