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O pregão on-line e presencial do leilão beneficente Venda de Outono, do museu CARDE, de Campos do Jordão (SP), está agendado para o dia 2 de maio. Porém, em apenas 24 horas da lista dos lotes ser disponibilizada on-line, 5 carros foram comercializados pela modalidade Buy it Now (preço fixo pago, o carro é retirado do leilão). Até o momento,11 lotes já foram adquiridos por essa modalidade, que movimentou até agora mais de R$ 11,5 milhões. Entre os lotes arrematados previamente estão desde um Ford Escort XR3, de 1986, por R$ 70 mil, até o Jaguar XJ220, de 1994, por R$ 6,9 milhões.
Dos três leilões beneficentes organizados pelo museu CARDE, desde sua inauguração em novembro de 2024, a Venda de Outono é a mais exuberante, com 54 lotes disponíveis. Mesmo com a venda antecipada de 10 lotes, há ainda uma lista grande de carros altamente desejados pelos amantes do antigomobilismo. O Passat GTS 1.8 Pointer, de 1988, com apenas 400 quilômetros rodados, é um deles.
Há ainda dois exemplares da Chevrolet Corvette, entre eles, a C1, de 1954, versão de lançamento do modelo, ainda com motor de seis cilindros em linha. Tem também o Cadillac Eldorado, de 1960, e o raríssimo Pierce Arrow Series 80, de 1926.
Para
participar do leilão é necessário estar cadastrado na plataforma. Os
interessados podem adquirir os modelos por lance ou antecipar a compra
por meio de um valor fixo, na modalidade
Buy It Now. Para conhecer os lotes, se cadastrar e fazer seus lances
on-line, acesse:
https://www.artmgleiloes.com.
Assim como nos leilões anteriores, um percentual da receita arrecadada com as vendas será revertido para projetos sociais da Fundação Lia Maria Aguiar.
Leilão tem mais três ícones trazidos pelo programa Vintage Chevrolet
Três novidades relevantes que acabam de entrar na lista de lotes do pregão beneficente do CARDE e certamente também na lista de desejos dos apaixonados por carros, são os modelos trazidos pela Chevrolet, frutos de seu projeto Vintage. Dois são Opala, de 1976 e 1979, ambos caracterizados SS e trazem as mesmas especificações mecânicas, no melhor estilo restomod, quando o veículo preserva sua identidade visual e emocional, mas traz atualizações mecânicas e de estilo.
A experiência ao volante também é única, graças à suspensão com amortecedores Bilstein, enquanto o conjunto ganhou direção mais precisa, freios a disco de alta performance, motor 4.1L atualizado com injeção eletrônica FuelTech e uma transmissão Tremec de cinco marchas. Tudo isso se traduz no dia a dia em um veículo mais potente, confiável e durável para uso frequente.
A outra novidade vem das pistas: uma S10 Rally, de 2004, que venceu o Rally dos Sertões de 2005. Trata-se de uma das unidades originais que integraram a equipe oficial da GM no tradicional rali no final da década de 1990 e início dos anos 2000 — e que conquistaram vitórias em competições, como o Rally dos Sertões, uma das provas off-road mais importantes da América do Sul.
Agora adaptada para uso urbano, a S10 Rally do projeto Vintage mantém componentes originais que garantiram sua homologação pela FIA, incluindo bancos concha e cintos de cinco pontos.
O projeto Vintage resgata e restaura clássicos da Chevrolet que marcaram época. Ao todo, dez modelos icônicos produzidos no Brasil entre as décadas de 1960 e 2000 foram escolhidos para receber uma reconstrução criteriosa, garantindo autenticidade e qualidade em cada detalhe.
Mais do que valorizar carros raros, o programa tem como propósito preservar o legado automotivo da marca e compartilhá-lo com o público, transformando cada um deles em um tributo à memória e à paixão pelos clássicos nacionais. O diferencial do programa é a chancela da engenharia da GM, que concebe, supervisiona e valida dinamicamente cada projeto no Campo de Provas da Cruz Alta, em Indaiatuba (SP).
A parceria do museu CARDE com a Chevrolet começou em dezembro de 2025, quando no leilão beneficente Spring Sale, foi comercializado o primeiro modelo do programa Vintage Chevrolet, por um valor nunca antes alcançado: foram R$ 437 mil pagos por um Omega CD 1994 Irmscher, modelo que marcou época.
“Estamos muito felizes com a parceria com a Chevrolet. Seu programa Vintage é algo alinhado aos princípios do CARDE, que é a preservação não só dos carros, mas também da história de cada modelo e da própria marca. Os três que agora integram nossa Venda de Outono são ícones que certamente ‘conversam’ com as lembranças afetivas de muitos brasileiros”, afirma Luiz Goshima, diretor do CARDE e membro da Fundação Lia Maria Aguiar, o qual o museu faz parte.
CARDE, mais do que um museu, um “ecossistema” do antigomobilismo
No Brasil, um novo e forte ecossistema para o antigomobilismo está se formando. Lojas especializadas, restauradores de alto nível, coleções com representatividade internacional. Um dos marcos desse novo ecossistema é o CARDE museu, da Fundação Lia Maria Aguiar, inaugurado em novembro de 2024. Ele conta a história da república por meio de carros e obras de arte. Os veículos são utilizados como fio condutor que estimula a todos, por meio de forte conexão sentimental que os carros geram nas pessoas.
O CARDE em 2025 deu importantes passos na internacionalização do antigomobilismo brasileiro, de forma inédita. Foi duplamente premiado em dois dos mais importantes encontros e concursos de elegância do mundo. O Isotta Fraschini 1928 foi eleito como o modelo mais luxuoso de Pebble Beach no ano passado, e a Ferrari F50, a melhor das 16 unidades expostas no The Quail, a Motorsports Gathering, em celebração ao aniversário de 30 anos de lançamento do modelo italiano, considerado um F1 de rua. Foi a primeira vez que a relevância do nosso País ficou evidenciada em fóruns internacionais.
“O Brasil vive um momento de evolução da valorização da cultura automotiva, que se une ao entendimento do carro antigo também como produto com valor estável e precificação muitas vezes com referências internacionais. Além do fator sentimental para alguns, o carro clássico hoje é visto também como um investimento resiliente à grandes flutuações. Há ainda um terceiro ganho, que é a abertura para novas oportunidades de networking, entre pessoas de mesma afinidade”, explica Luiz Goshima.
O museu é parte da Fundação Lia Maria Aguiar (FLMA), que conta com outras iniciativas na cidade de Campos do Jordão. É uma instituição independente e sem fins lucrativos, que há 17 anos desenvolve projetos nas áreas de arte, cultura, educação, saúde e desenvolvimento social. Anualmente, mais de 700 crianças e adolescentes participam de cursos artísticos profissionalizantes nos Núcleos de Dança, Música e Teatro — que se tornam a porta de entrada para um mundo de oportunidades e possibilidades.
A FLMA conta ainda com o Núcleo de Saúde, gerido em parceria com o Instituto de Responsabilidade Social Sírio-Libanês (IRSSL), que oferece atendimento gratuito a alunos, familiares e colaboradores. Por meio de parceria com a prefeitura, o núcleo também estende o atendimento à população local.
Fonte: imprensa@carde.org

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