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Por Marcelo Martini
Entre março de 2023 e março de 2024, a procura por veículos novos com câmbio automático no Brasil cresceu 140%, segundo levantamento da Webmotors. Em comparação aos dois tipos de câmbio, a busca pelos automáticos foi 42% superior em relação aos manuais ao longo dos 12 meses, considerando veículos novos e usados. O estudo aponta ainda um aumento de 59% na busca por veículos usados com o câmbio automático durante o mesmo período.
Esses dados, no geral, demonstram uma reconfiguração no perfil da frota nacional, que começa a produzir efeitos diretos sobre o mercado de manutenção automotiva e a demanda por fluidos específicos para transmissão.
Esse crescimento na busca por veículos automáticos decorre de uma série de fatores, entre eles o congestionamento nas grandes cidades, que tornou o câmbio manual progressivamente menos funcional no uso cotidiano. Além disso, as novas exigências do Proconve, o programa federal de controle de emissões de poluentes, pressionaram as montadoras a adotarem transmissões que gerenciem o consumo de combustível com mais precisão.
Com isto, os câmbios automáticos mais modernos, com seis, oito ou dez marchas, também chegaram a um patamar de eficiência que eliminou a desvantagem histórica de consumo em relação aos manuais, o que removeu um dos últimos argumentos técnicos contra sua adoção em versões mais acessíveis. Modelos compactos que chegavam ao mercado exclusivamente com câmbio manual hoje são lançados com opção automática, ou já nessa configuração como padrão.
