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O carro elétrico já deixou de ser tendência e agora faz parte da decisão de compra de muitos brasileiros. Com a chegada de novas marcas, a ampliação da infraestrutura de recarga e a maior oferta de modelos, cresce também o volume de buscas sobre o tema, especialmente dúvidas relacionadas a custo, manutenção e rotina de uso.
Apesar do aumento do interesse, ainda existem incertezas para quem avalia trocar um modelo a combustão por um elétrico. Questões práticas do dia a dia, como carregamento, autonomia, pós-venda e comportamento do veículo em diferentes situações, ainda são pouco exploradas.
O avanço dos eletrificados no país ajuda a explicar esse interesse crescente. Dados da Bright Consulting mostram que veículos híbridos e elétricos representavam cerca de 0,1% da frota brasileira em 2016 e hoje já chegam a 1,4%. A projeção da consultoria é que esse número alcance 24% nos próximos quatro anos, acompanhando a expansão da infraestrutura de recarga, da oferta de modelos e da presença de novas marcas no mercado nacional.
Para apoiar essa decisão, Luis Henrique Gouveia, diretor geral do Grupo Toriba, referência no setor automotivo, reuniu respostas diretas para dúvidas comuns sobre carro elétrico no Brasil. Com atuação consolidada no segmento e um portfólio que acompanha a transformação do mercado, o grupo também vem ampliando sua presença no segmento de eletrificados com marcas como GWM, Leapmotor, Omoda & Jaecoo e MG Motor, fortalecendo sua posição como referência para orientar o consumidor em todas as etapas da transição para a mobilidade elétrica.
1. Dá pra economizar com carro elétrico mesmo sem ter carregador em casa?
Sim.
O carregamento residencial é mais conveniente, mas não é obrigatório. A
expansão da rede de recarga pública, com pontos em shoppings,
estacionamentos e vias urbanas, já permite o uso do carro elétrico sem
instalação própria. Nesse caso, o motorista adapta a rotina de recarga
ao longo do dia.
2. Carro elétrico funciona bem no trânsito das grandes cidades?
Sim,
e tende a ser mais eficiente no uso urbano. Em condições de trânsito
intenso, com paradas frequentes, o sistema de regeneração de energia
aproveita as frenagens para recarregar parcialmente a bateria, o que
favorece o desempenho em cidades como São Paulo.
3. O ar-condicionado reduz muito a autonomia do carro elétrico?
O
uso do ar-condicionado impacta a autonomia, mas de forma moderada. Os
sistemas atuais são mais eficientes e o efeito no consumo de energia
costuma ser menor do que muitos consumidores imaginam, especialmente em
trajetos urbanos.
4. O que acontece se a bateria acabar no meio do caminho?
Assim
como em um carro a combustão, o ideal é evitar essa situação com
planejamento. Aplicativos mostram pontos de recarga próximos e ajudam a
organizar rotas. Além disso, muitas marcas oferecem assistência 24
horas. Em caso de pane seca elétrica, o veículo pode ser levado até um
ponto de carregamento.
5. Se o carro elétrico precisar de manutenção, há peças no Brasil?
Esse
é um dos principais receios de quem pensa em comprar um carro elétrico,
mas a estrutura de atendimento vem avançando rapidamente. Montadoras
têm investido em operação local de pós-venda e logística de peças. Um
exemplo é a Omoda & Jaecoo, que ampliou seu centro de distribuição
em Cajamar, na Grande São Paulo, aumentando a capacidade de estoque e
agilizando o fornecimento no país. A GWM também já conta com fábrica no
Brasil e um centro de distribuição de peças em Iracemápolis, no interior
de São Paulo, reforçando a estrutura de atendimento local e a
disponibilidade de componentes para o consumidor brasileiro.
6. Carro elétrico desvaloriza mais rápido do que o carro a combustão?
O
comportamento de depreciação dos carros elétricos acompanha o
amadurecimento do mercado, que avança rapidamente. Com mais opções
disponíveis, evolução tecnológica e expansão da rede de suporte, cresce
também a confiança do consumidor, o que favorece uma valorização mais
estável ao longo do tempo.
7. Dá pra viajar com carro elétrico no Brasil?
Sim,
especialmente em rotas mais estruturadas. A rede de recarga ainda está
em expansão, mas já permite viagens com planejamento prévio. Aplicativos
e sistemas integrados ao veículo ajudam a identificar pontos de
carregamento ao longo do trajeto.
8. Carregar carro elétrico na chuva é seguro?
Sim.
O carregamento é seguro mesmo em ambientes externos. Os sistemas seguem
normas internacionais de proteção contra água e foram desenvolvidos
para operação em diferentes condições climáticas.
9. Carro elétrico aguenta estrada de terra ou uso mais pesado?
Depende
do modelo. Assim como nos carros a combustão, existem versões mais
voltadas ao uso urbano e outras com características de SUV, maior altura
do solo e capacidade para enfrentar diferentes tipos de terreno.
10. É preciso mudar muito a rotina para ter um carro elétrico?
A
mudança existe, mas costuma ser simples. Ao invés de abastecer em
postos, o motorista passa a planejar o carregamento ao longo do dia ou
realizá-lo em casa. Após a adaptação inicial, muitos usuários consideram
a rotina mais prática.
Na avaliação do executivo, o crescimento dos carros elétricos no Brasil está diretamente ligado à evolução da estrutura de suporte ao consumidor. “Hoje, quem busca um carro elétrico quer entender como ele funciona na prática. A decisão passa por custo, autonomia, manutenção e confiança na rede de atendimento. O mercado vem avançando rapidamente nesses pontos, o que torna essa escolha cada vez mais segura”, finaliza.
Fonte: mayara.krigner@maximasp.com.br

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