quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Anfavea recebe apoio de 19 centrais e sindicatos de trabalhadores pela não renovação do incentivo à importação de kits CKD e SKD

 

 CURTA NOSSA FANPAGE: https://www.facebook.com/revistatorque  

Nos últimos dias, centrais sindicais e sindicatos de metalúrgicos de várias regiões do país se mobilizaram para defender a indústria automotiva nacional, pedindo ao governo federal a não renovação das cotas isentas de Imposto de Importação para veículos desmontados (CKD) ou semidesmontados (SKD).

Após seis meses de vigência do regime que concedeu isenção total do Imposto de Importação para kits de veículos elétricos e híbridos desmontados, a Anfavea defende que o encerramento do benefício, ocorrido em 31 de janeiro, seja definitivo. O tema poderá ser rediscutido nas próximas reuniões da Câmara de Comércio Exterior (Camex), mas a entidade que representa os fabricantes de veículos já manifestou às autoridades, aos órgãos federais de comércio exterior e ao público os riscos de se incentivar uma industrialização de baixa complexidade em altos volumes.

Levantamento da Anfavea indica que o setor automotivo remunera, em média, o dobro do restante da indústria da transformação, tem mais que o dobro de tempo de permanência no emprego e demanda um grau de escolaridade muito maior do que outros setores industriais, sem falar de seu caráter indutor de pesquisa e desenvolvimento, e de conhecimento estratégico. “Todas essas características se perderiam num modelo de fabricação que envolvesse apenas a montagem de kits em larga escala”, alerta o presidente Igor Calvet.

Outras entidades da cadeia automotiva, como o Sindipeças, que representa os fornecedores, já vinham fazendo coro com a Anfavea, assim como os CEOs das fabricantes de veículos, congressistas, governadores e federações industriais dos 9 estados com fábricas de veículos e/ou motores: FIESP, FIEMG, FIRJAN, FIERGS, FIEG, FIEPE, FIEP e FIESC.

“A adesão inequívoca de todos os sindicatos e centrais que representam o chão de fábrica é uma sinalização do quanto a simples montagem de veículos importados pode afetar os empregos em toda a cadeia automotiva brasileira, com enormes impactos econômicos e sociais para o país”, afirmou o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores.

Assinam a carta às autoridades federais a Central Única dos Trabalhadores (CUT), a Força Sindical, a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), a Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos (CNTM), a Federação Interestadual de Metalúrgicos e Metalúrgicas do Brasil (Fit Metal) e outros 14 sindicatos das principais regiões do país com fábricas de automóveis, entre eles o célebre Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.

“A renovação dessas cotas, especialmente em alto volume, implicará em impactos negativos ao processo de reindustrialização do país, ameaçando empregos qualificados em toda a cadeia automotiva e reduzindo os efeitos do programa Nova Indústria Brasil (NIB)”, destaca um dos trechos da Carta dos representantes de trabalhadores.

Assessoria de Comunicação Anfavea  

 

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Comente, opine.