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quarta-feira, 9 de setembro de 2026

Após 94 países e 200 mil quilômetros, Kawasaki Ninja resgatada do fundo do Caribe prepara-se para voltar às estradas

 

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Uma Kawasaki Ninja ZX-6R 636, ano 2004, que já atravessou 94 países e percorreu aproximadamente 200 mil quilômetros. Uma viagem de barco entre a Colômbia e o Panamá interrompida por um naufrágio. Dois dias no fundo do Mar do Caribe, a cerca de 36 metros de profundidade. Uma complexa operação de resgate e, agora, o desafio de fazer a motocicleta voltar às estradas.

A história do espanhol Toni Moles Salvador, de 30 anos, e de Débora, nome dado à Kawasaki que o acompanha em suas aventuras pelo mundo, ultrapassa as fronteiras do motociclismo. É uma trajetória sobre sonhos, escolhas, persistência e a relação construída entre um viajante e sua companheira de estrada.

Nascido em Benicarló, na Espanha, Toni começou a se interessar por motocicletas ainda durante a infância. Sempre que encontrava uma moto, parava para observar. Também frequentava os eventos relacionados ao motociclismo que estavam ao seu alcance e sonhava com o dia em que teria a própria motocicleta.

Sua primeira moto foi uma Yamaha YZF-R125, que ele ainda conserva e com a qual percorreu mais de 15 países europeus. Aos 19 anos, depois de conquistar a habilitação necessária para pilotar motocicletas de maior cilindrada, Toni realizou outro sonho de infância: comprou uma Kawasaki Ninja ZX-6R 636.

“Era a moto de que eu gostava desde pequeno. Sempre me atraíram as motocicletas de estrada e, visualmente, a Ninja 636 me parecia preciosa. Quando tive a possibilidade de comprá-la, não pensei muito. Fui buscá-la”, relembra.

Na época, a escolha foi motivada pela paixão pelo modelo. Toni ainda não imaginava que aquela Kawasaki se transformaria em sua companheira de vida e seria levada a desertos, salares, parques nacionais, estradas africanas e regiões remotas de diferentes continentes.