terça-feira, 3 de novembro de 2026

CARDE museu completa dois anos de atividades e promove sua segunda troca de parte do acervo de automóveis clássicos

 

SIGA NOSSO INSTAGRAM: https://www.instagram.com/revistatorque_pesados/     

São 24 meses de operação, mas, pelas conquistas, parece que é bem mais. O CARDE museu, em Campos do Jordão, nesse tempo já se transformou em um marco na história do antigomobilismo no Brasil. Nele, mais de 200 mil visitantes puderam absorver a história da República, principalmente do século XX, por meio de um fio condutor muito eficiente: os carros. No CARDE eles são elevados a uma posição de obra de arte, de design, e juntamente com outras esculturas, quadros, mobiliário e outros itens raríssimos de nossa história, estimulam a sensibilidade e as lembranças emocionais, de momentos do passado, mas que continuam vivos em nossa memória.

Sempre em movimento, para celebrar os dois anos de CARDE, o museu se prepara para um mês de aniversário cheio de novidades. A primeira delas é a de uma nova renovação de parte de seu acervo.

“É uma alegria muito grande celebrarmos os dois anos do CARDE. Pensamos desde o início em nosso público, a sua experiência, a partir de um acervo de automóveis e de obras de arte de nível mundial. Nosso acervo exposto, de 120 carros, está em constante alteração, o que dá movimento para o museu, para que nossos visitantes possam sempre encontrar novidades e ainda mais cultura. Desde aquele novembro de 2024 até aqui, cerca de um terço do museu já se modificou”, explica Luiz Goshima, diretor do CARDE e conselheiro honorário da Fundação Lia Maria Aguiar, entidade a qual o museu faz parte.

São 10 novos modelos de muita relevância que chegam ao museu, reforçando a história automotiva e arrancando suspiros de muitos amantes do antigomobilismo. Carro de filme, veículo que transportou presidente do Brasil, esportivos nacionais e outros que participaram de Pebble Beach, sendo que um deles já foi de piloto de F1. São eles:

  1. Packard Eight 343 – 1927
  2. duPont Model E Touring – 1927
  3. Delahaye Type 32 – 1909
  4. Iso Grifo – 1965
  5. Lamborghini Miura – 1967
  6. DeLorean DMC-12 Coupé – 1981
  7. Efini (Mazda) RX-7 Type R - 1992
  8. Rolls-Royce Silver Wraith LWB Limousine - 1952
  9. Brasinca Uirapuru – 1966
  10. Volkswagen SP1 – 1973

A escolha por 10 novos modelos tem uma explicação: é o número mágico para comemorar cada uma das grandes realizações do museu e de seus idealizadores nesses dois anos. São elas:

  1. Vitória em Pebble Beach em 2025, com o modelo Isotta Fraschini Tipo 8A SS Guida Interna Sport 1928, com o troféu “Lap of Luxury”, que reconheceu o veículo como o mais luxuoso do evento;
  2. Vitória da Ferrari F50 no evento The Quail, a Motorsports Gathering, na Califórnia, como o melhor exemplar entre os 16 expostos, na comemoração dos 30 anos do modelo;
  3. Lia Maria Aguiar recebe homenagens da Imprensa, entre elas a Abiauto (associação da imprensa automotiva brasileira) e da Revista Auto Esporte, que a colocou no Hall da Fama da publicação, que reconhece pessoas que fizeram a diferença na história da indústria automobilística nacional, pelo seu amor ao antigomobilismo, com a idealização e a realização do CARDE;
  4. Lia Maria Aguiar no Heritage Hall of Fame, da Federação Internacional de Veículos Antigos (FIVA). É a primeira mulher brasileira a receber essa honraria global, pelo seu compromisso com a preservação do patrimônio antigomobilista;
  5. Formação de duas turmas, com 28 jordanenses, da primeira Escola de Restauro do Brasil, criada pelo CARDE;
  6. Realização de três leilões realizados pelo CARDE, com 116 lotes ofertados, gerando um resultado superior a R$ 57 milhões;
  7. Premiação em Pebble Beach em 2026, com o modelo Isotta Fraschini Tipo 8A Cabriolet d´Orsay, de 1925;
  8. O museu ultrapassa a marca de 200 mil visitantes;
  9. CARDE foi convidado para discursar no World Forum for Motor Museums 2026 (Fórum Mundial para Museus de Automóveis), que esse ano ocorreu em Mulhouse, na França. A apresentação do museu brasileiro foi sobre a cenografia e a proposta diferenciada do CARDE, que une obras de arte e mobiliário, tendo o carro como fio condutor e estímulo sentimental, em uma forma eficaz de transmissão de cultura.
  10. Convite para participar do desfile de abertura do GP Brasil de Fórmula 1, com três modelos que farão a abertura da etapa de Interlagos 2026. São eles: Cadillac Eldorado conversível, de 1955, Mercedes-Benz 190 SL, de 1958, e Willys Mark I, de 1967.

Detalhes de alguns dos modelos recém-chegados ao CARDE:

1992 Efini (Mazda) RX-7 Type R

Considerado um dos grandes ícones da história da indústria automobilística japonesa, o Efini (Mazda) RX-7 Type R foi lançado em 1978. Produzido até 2002 e característico pela motorização Wankel, o esportivo se tornou referência em engenharia mecânica, desempenho e conforto. O exemplar em exposição pertence à terceira e última geração do RX-7, denominada FD3S, apresentada em outubro de 1991, modelo 1992. Versão JDM (Japanese Domestic Market), ou seja, veículo destinado ao mercado doméstico japonês, o carro é equipado com um motor rotativo Wankel 13B-REW, biturbo sequencial, de 1.3 litros, de 255 cavalos de potência. Possui volante à direita, câmbio manual de cinco marchas e é capaz de alcançar a velocidade máxima aproximada de 250 quilômetros por hora, indo de 0 a 100 km/h em cerca de seis segundos.

1981 DeLorean DMC-12

Ícone da cultura pop e da ficção científica, o modelo se tornou mundialmente famoso ao ser transformado em máquina do tempo na aclamada trilogia de filmes “De Volta para o Futuro”, estrelada pelos atores Michael J. Fox e Christopher Lloyd. Produzido pela DeLorean Motor Company, entre janeiro de 1981 e dezembro de 1982, em Dunmurry, na Irlanda do Norte, o DeLorean DMC-12 é tido como um dos capítulos mais emblemáticos da história da indústria automobilística. Desenhado pelo projetista italiano Giorgetto Giugiaro, responsável pela Italdesign, o exótico veículo de dois lugares chamava a atenção pela carroceria sem pintura, revestida com painéis de aço inoxidável; e pelas portas de abertura vertical, estilo “asa de gaivota”.

É equipado com um motor V6, de 2.8 litros, de 130 cavalos, traseiro, conhecido como PRV (originário da parceria entre Peugeot-Renault-Volvo). Possui câmbio automático de três velocidades e é capaz de alcançar a máxima aproximada de 180 quilômetros por hora.

1952 Rolls-Royce Silver Wraith LWB Limousine

Encomendado pela Presidência da República, o Rolls-Royce exerceu a função de transporte oficial do então presidente Getúlio Vargas, e ostenta diversos acessórios e modificações especiais: ornamento de capô mais baixo e aerodinâmico, volante à esquerda, mastros para o uso de bandeiras nos para-lamas dianteiros, plataforma reforçada nos estribos laterais e no para-choque traseiro (suporte para os seguranças), entre outros detalhes.

Substituto do Rolls-Royce Wraith, fabricado entre 1938 e 1939, o Silver Wraith foi anunciado em abril de 1946. Desenvolvido durante a 2ª Guerra Mundial, o modelo se tornaria um dos automóveis preferidos da nobreza e escolha popular entre chefes de Estado e dignitários. Assim como outros Rolls-Royce, o Silver Wraith era oferecido apenas na forma de chassis. Cabia ao comprador escolher, entre inúmeros fornecedores independentes de carrocerias, o desenho e as especificações necessárias para a finalização do veículo. Ao decorrer de sua produção, encerrada em 1958, cerca de 1.883 unidades foram construídas, das quais 639 na variante opcional de maior distância entre-eixos (LWB), alternativa muito apreciada pelos encarroçadores do período.

O Rolls-Royce Silver Wraith LWB em exposição foi feito em 1952, e é equipado com um motor de seis cilindros em linha, de 4.6 litros. Possui câmbio manual de quatro marchas e é capaz de atingir a velocidade máxima aproximada de 145 quilômetros por hora. A tradicional firma inglesa H.J. Mulliner foi a responsável pela elaboração da carroceria, uma elegante Limousine com vidro separador entre o motorista e os passageiros. Único no mundo, o exemplar em questão chegou ao Brasil em janeiro de 1953.

1927 duPont Model E Touring

Um dos participantes do Concurso de Elegância de Pebble Beach em 2025 pelo CARDE, o duPont Model E é um automóvel norte-americano de produção limitada e exclusiva. Foi fabricado somente por dois anos, entre 1927 e 1928. Equipado com um motor de seis cilindros e disponibilizado em quatro estilos distintos de carroceria, somente 83 unidades foram construídas. O modelo em exposição foi faturado para Nova Iorque, diretamente para o escritório de vendas dos irmãos Miranda (distribuidores oficiais), e exportado em seguida para a América do Sul. Um imponente Touring, capaz de acomodar cinco passageiros, foi enviado ao Brasil para servir de protótipo de testes e demonstrações, realizados pelo representante da marca no País. Chassis de número #547, é um dos poucos Model E existentes, assim como um dos duPont mais antigos do mundo.

1927 Packard 343 Eight Convertible Sedan

Comercializado originalmente para o Canadá, o automóvel em questão pertenceu ao famoso piloto e campeão mundial de Fórmula 1, Phil Hill. Ávido entusiasta e restaurador de carros clássicos, Hill conquistou, com este Packard, em 1977, o troféu “Best of Show” no renomado concurso de elegância de Pebble Beach, na Califórnia, Estados Unidos.

Apresentada em agosto de 1926 e produzida até julho de 1927, a terceira série do Packard Eight é facilmente reconhecida pelo emprego da alta tecnologia e pela qualidade dos materiais utilizados em sua concepção. Disponibilizada em duas linhas distintas, 336 e 343, as respectivas designações numéricas representavam a série anual do modelo e o tamanho de sua plataforma, de 136 ou de 143 polegadas. O exemplar em exposição corresponde ao Packard 343 Eight Convertible Sedan, feito em 1927. É equipado com um motor de oito cilindros em linha, de 6.3 litros, de 109 cavalos de potência. Construído, sob encomenda, apresenta raríssima carroceria especial elaborada por Walter M. Murphy, um dos mais importantes encarroçadores norte-americanos do período. Somente três unidades foram fabricadas nesta configuração conversível para cinco passageiros, sendo esta, a única sobrevivente.

Em 2 anos, CARDE se transformou em ecossistema de antigomobilismo

Um museu com 120 carros clássicos expostos, com um acervo de 500 modelos no total. Escola de Restauro, Arquivo Histórico, Leilões de automóveis de procedência. Em dois anos de atividades, mais do que um museu, o CARDE se transformou em um ecossistema do antigomobilismo, que promove a cultura dos automóveis clássicos, enaltecendo a qualidade e a representatividade histórica e o acesso ao público.

No meio de uma floresta preservada de araucárias na cidade de Campos do Jordão, a 170 quilômetros de São Paulo, o CARDE surge como um espaço dedicado à valorização da cultura e da história do Brasil, principalmente a do século 20, utilizando o automóvel como personagem principal. O museu traz uma forma única de contar os fatos históricos, já que muitos dos automóveis ali apresentados são muito mais que produtos para mobilidade — eles se tornaram parte da trajetória do nosso País.

Carro, Arte, Design e Educação não só emprestaram suas iniciais para formar o acrônimo CARDE, mas também são os pilares que representam o que esse museu genuinamente é. O prédio, de seis mil metros quadrados, construído em um terreno de 200 mil m² no bairro Alto da Boa Vista, a 10 minutos do centro de Campos do Jordão, conta com iluminação teatral, cenografia rica em detalhes e muita tecnologia.

Serviço

Abertura ao público: 28/11/2024
Fechado: terças e quartas-feiras
Ingressos: R$ 160,00 (entrada inteira) e R$ 80,00 (meia entrada)
Endereço: Rua Benedito Olímpio Miranda, 280, Alto da Boa Vista,
Campos do Jordão - SP, CEP: 12.472-610
Site: www.carde.org
E-mail: contato@carde.org
Instagram: @carde.museu
Telefone: (12) 3512-3547

racciarto@gmail.com

 

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Comente, opine.